O Conselho de Esportes da Espanha exigiu que o diretor do órgão antidoping da Espanha renuncie ao cargo após denuncias de obstrução de investigações de casos de doping no país.
Segundo uma investigação do site 'Relevo', o Comitê Antidoping da Espanha (CELAD) teria ocultado alguns resultados positivos, como o do velocista Patrick Chinedu Ike em 2019, que mesmo assim continuou a competir sem qualquer restrição.
Houve ainda casos de notificações feitas (por carta) no período limite para o envio das mesmas, o que por consequência fazia com que a punição não pudesse ser aplicada. E ainda a situação da maratonista Majida Maayouf (recentemente recordista nacional do país), que terá obtido uma exceção médica com efeitos retroativos no passado, o que lhe terá permitido justificar a detecção de substâncias proibidas.
Na sexta-feira (5), a Agência Mundial Antidoping (WADA) disse que a Espanha poderia sofrer graves consequências por causa do escândalo.
De acordo com o Conselho, foi enviado um relatório sobre as acusações para os procuradores espanhóis após a investigação realizada. Ela alega irregularidades no uso de fundos públicos e no controle e punição de casos de doping.
Liderado por Jose Manuel Rodriguez Uribes, o conselho pediu a renuncia de Jose Luís Terreros por danificar a imagem do esporte da Espanha da agência antidoping.
Caso ele não renuncie, Uribes, em conjunto como Pilar Alegria, ministra da Educação e Esporte, tentarão remover ele do cargo a revelia.
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