Os Jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do planeta e têm despertado cada vez mais o interesse dos brasileiros. Nas últimas edições, inclusive, o Brasil aumentou consideravelmente o número de conquistas, com o recorde sendo obtido em Tóquio 2020 (21 medalhas). Mas o sucesso olímpico não se resume à performance dos atletas. No universo do iGaming, que envolve os cassinos ao vivo e as apostas esportivas, os Jogos Olímpicos também caíram no gosto dos brasileiros.
Uma pesquisa realizada pela ENV Media aponta que 35% dos apostadores brasileiros tiveram a Olimpíada de Paris como um de seus alvos. Afinal, foram 48 modalidades diferentes para que as pessoas pudessem arriscar os seus palpites.
Como já era de se esperar, o futebol foi a modalidade com o maior número de apostas, mas esportes como o basquete e o vôlei também receberam bastante atenção dos apostadores. E o Brasil, aliás, quase igualou seu recorde de medalhas, finalizando a disputa em Paris com três ouros, sete pratas e dez bronzes.
Comparação com Tóquio 2020
Se o número de medalhas conquistadas em Paris (20) ficou próximo do obtido em Tóquio (21), a colocação do Brasil acabou ficando bem abaixo nesta edição. Isso porque, das 21 medalhas conquistadas em Tóquio, sete foram de ouro. Por outro lado, o número de medalhas douradas em Paris caiu para três. Por isso mesmo, no Japão, o Brasil ficou em 12º lugar no quadro de medalhas e, na atual edição, terminou em 20º.
As sete medalhas de ouro obtidas em Tóquio foram conquistadas por Rebeca Andrade (ginástica), Ítalo Ferreira (surfe), Isaquias Queiroz (canoagem), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Hebert Conceição (boxe), além da medalha dourada obtida pelo time de futebol masculino.
Já em Paris foram três ouros conquistados: Beatriz Souza (judô), Rebeca Andrade (ginástica) e Ana Patrícia e Duda (vôlei de praia). De todo modo, embora tenha havido uma queda em relação a Tóquio, pelo número de medalhas conquistadas, o Brasil conseguiu em Paris o seu segundo melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos.
Desafios para o futuro
É claro que, para um país com o tamanho populacional do Brasil e que conta com diversos atletas talentosos para serem lapidados, é possível melhorar – e muito – o desempenho olímpico. Apesar disso, não se pode negar que houve uma clara evolução ao longo dos últimos anos na comparação com os resultados que o Brasil costumava obter. Não por acaso os cinco melhores resultados da delegação brasileira – em relação ao número de medalhas – ocorreram nas últimas cinco edições das Olimpíadas.
Será que, em edições futuras, o Brasil conseguirá entrar no top 10? Para se ter uma ideia do desafio, em Paris, a 10ª colocação ficou com a Alemanha, que conquistou 33 medalhas. Desse total, 12 foram de ouro, que é o principal critério para o quadro de medalhas.
O Brasil, portanto, ainda tem muito a evoluir se quiser competir com as principais potências olímpicas. Talentos não faltam por aqui – é preciso apenas investir melhor na formação dos atletas e no circuito do esporte profissional como um todo.
Fazendo isso, os resultados começarão a aparecer, como, aliás, tem acontecido. Mas já está passando da hora de darmos um novo passo nos esportes olímpicos – e dessa vez ainda maior e mais ambicioso.
Melhores resultados obtidos pelo Brasil
Tóquio 2020 – 21 medalhas
Paris 2024 – 20 medalhas
Rio 2016 – 19 medalhas
Pequim 2008 – 17 medalhas
Londres 2012 – 17 medalhas
Atlanta 1996 – 15 medalhas
Sydney 2000 – 12 medalhas
Atenas 2004 – 10 medalhas
Los Angeles 1984 – 8 medalhas
Seul 1988 – 6 medalhas
Moscou 1980 – 4 medalhas
Antuérpia 1920 – 3 medalhas
Helsinque 1952 – 3 medalhas
Cidade do México 1968 – 3 medalhas
Barcelona 1992 – 3 medalhas
Roma 1960 – 2 medalhas
Munique 1972 – 2 medalhas
Montreal 1976 – 2 medalhas
Londres 1948 – 1 medalha
Melbourne 1956 – 1 medalha
Tóquio 1964 – 1 medalha
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