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Superliga feminina de vôlei caminha para semifinais entre paulistas e mineiros

 

4 mil ingressos foram esgotados em minutos para o clássico entre Osasco e Sesc Flamengo
Foto: Carol Fotografia/Osasco VC

As primeiras partidas das quartas de final da Superliga Feminina aconteceram no final da semana passada. Agora, os primeiros semifinalistas podem pintar com o segundo jogo das séries 'melhor de 3'. Minas, Praia Clube, Osasco e Sesi Bauru venceram e estão com a vantagem. Se avançarem, será a primeira vez após a pandemia que apenas os estados de Minas Gerais e São Paulo estarão representados nas semifinais.


Osasco mostra superioridade e é favorito para avançar

Quem acompanhou o primeiro set com olhar atento, não imaginava o domínio do Osasco nas parciais seguintes. Os torcedores do Sesc Flamengo tiveram um suspiro de esperança ao ver Helena passando e atacando bem. Ainda tinha a bola acelerada com Lorena funcionando e a distribuição de Brie deixando as atacantes rivais perdidas no bloqueio.

Mas Luizomar de Moura tem nas mãos algo que Bernardinho não tem: banco de reservas. Polina Rahimova, que já teve atuações de gala com a camisa osasquense, começou mal e foi substituída por Tiffany. Junto com Natália e Larissa, a jovem central que ganhou a titularidade após lesão de Callie, o Osasco venceu com sobras. 

Foto: Carol Fotografia/Osasco VC

Do outro lado, o Sesc Flamengo tentou colocar Michelle, Rose, Camila Mesquita e Micaella. Tirando a camisa 10 e capitã, nenhuma troca melhorou o volume de jogo carioca. Agora, o Osasco – atual campeão da Copa Brasil – pode conseguir a vaga no ginásio do Maracanãzinho que, até agora (citar data) tem muitos ingressos disponíveis – que evidencia a falta de esperança da torcida rubro-negra.


Sesi Bauru atropelou – de novo – e bota um pé e meio nas semifinais

No dia 14 de março, Dani Lins anunciou nas redes sociais que iria afastar-se para tratar um nódulo na tireoide. A cirurgia foi um sucesso, todo o tumor foi retirado e duas semanas depois ela voltava soberana às quadras. A levantadora disse, em entrevista, que treinou apenas dois dias antes do primeiro jogo contra o Fluminense – suficiente para levar o Troféu Viva Vôlei de melhor em quadra.

Foto: Felipe Wiira/Sesi-Bauru

O tricolor carioca – que terminou a fase preliminar com a melhor campanha desde o retorno do projeto do vôlei, com 44 pontos, e que tem a maior pontuadora da Superliga – não consegue encaixar um sistema de jogo contra as paulistas. No retrospecto da temporada, três jogos e três derrotas acachapantes. Guilherme Schimitz precisa surpreender a todos que já esperam mais um triunfo do Sesi Bauru e, assim, evitando o banho de água fria na torcida que acreditou no time do Fluminense.


Minas sofre, mas tem tudo para chegar às semi mais uma vez

Escolher começar os playoffs em casa talvez tenha sido a decisão mais acertada de Nicola Negro e comissão técnica na temporada. O empurrão da torcida foi essencial para superar um Barueri que cresce na temporada, muito em conta das excelentes atuações da oposta Jheovana. Contra o Minas, a jovem oposta marcou 25 pontos – três a mais que a oposta rival.

Foto: Divulgação/Minas Tênis Clube

O sufoco que o Minas passou foi suficiente para a holandesa Celeste Plak, que começou no banco de reservas, entrar no terceiro set e mudar a cara do jogo. Vencedora do Troféu Viva Vôlei, a ponteira marcou 8 pontos essenciais para a vitória no primeiro jogo. O peso para as atletas minastenistas será menor e, sem tanta pressão, a classificação deve se encaminhar.


Favoritismo caminha ao lado do Praia Clube

O Praia Clube fez o dever de casa e, como esperado, é favorito para avançar. Marcos Miranda, técnico que comanda o time de Uberlândia pela primeira temporada, demorou para encaixar o elenco ideal – e, mesmo com algumas dificuldades entre as opostas (após a lesão de Maiara Basso e a alta rotatividade entre Monique e Nia Reed), consegue fazer jogos convincentes. 

Praia Clube é o atual campeão Sul-Americano, após vencer o Alianza Lima (PER).
Foto: Minas Tênis Clube

Foi assim na vitória contra o Maringá, fora de casa, e com todas as adversidades que o ginásio impõe. Após a partida, Sofya Kuznetsova, vencedora do Troféu Viva Vôlei, comentou que a arena é muito quente. Agora, em casa, o Praia joga com a torcida a favor e tem tudo para confirmar, na sexta (4), a vaga em mais uma semifinal.

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