Copa do Mundo Junior serviu como evento teste da patinação de velocidade
Copa do Mundo Junior serviu como evento teste da patinação de velocidade

Patinadores dizem que competir na pista de patinação de velocidade dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina é como patinar em um lago. Com rachaduras e tudo.
Um importante evento teste foi realizado no Estádio de Patinação de Velocidade de Milão no sábado, quando a estrutura temporária sediou uma etapa da Copa do Mundo Júnior.
“Eles ainda estão tentando fazer o gelo perfeito”, disse Kayo Vos à agência de noticias Associated Press logo após vencer a prova dos 1.000 metros masculino neo-sênior. “A pista fica a uns 20 centímetros do concreto, então parece que você está patinando em gelo natural, porque o som é oco.
E tem umas rachaduras nos cantos externos, em ambos os cantos, então o som fica engraçado e dá a sensação de estar patinando em gelo natural.”
Vos, que vem treinando no local há uma semana, disse que “está melhorando a cada dia” e que ele e outros atletas já deram feedback ao mestre canadense de gelo, Mark Messer, responsável pela preparação do gelo na pista de patinação de velocidade.
“Temos pouco tempo para aprender e hoje começamos a receber boas informações dos patinadores, dos treinadores e dos resultados, e estamos começando a fazer alguns ajustes”, disse Messer.
“Precisamos começar com um gelo seguro, então começamos com condições bem moderadas. Agora podemos começar a alterar um pouco as temperaturas, tentar aumentar a velocidade, mas mantendo o gelo seguro.”
“Precisamos começar com um gelo seguro, então fomos com calma. Agora podemos começar a alterar um pouco as temperaturas, tentar deixá-lo mais rápido, mas ainda mantendo-o seguro.” O Estádio de Patinação de Velocidade e a Arena de Hóquei no Gelo Rho são estruturas temporárias no centro de exposições Fiera Milano — um complexo de feiras comerciais inaugurado em 2005, no noroeste de Milão.
É a primeira vez que uma estrutura temporária é utilizada para a patinação de velocidade em pista longa nos Jogos Olímpicos, e Messer afirmou que isso contribui para a sensação de estar em gelo natural e para os sons “estranhos” que os atletas notaram.
“Parece que há algo embaixo, ou melhor, que não há nada embaixo, talvez um oco. Acho que a percepção é como patinar em um lago onde há um vazio embaixo”, disse Messer.
