Prata nos 400 metros com barreiras em Tóquio, brasileiro afirma ter passado por um ano maravilhoso, e está animado para a próxima temporada, que vai continuar com um trabalho físico forte mesmo sem ser ano olímpico ou de Mundial: “Quero correr bem, e correr rápido”
Alison dos Santos (Pinheiros-SP), o Piu, está “muito orgulhoso” com a temporada realizada. O atleta de 25 anos conquistou em setembro sua segunda medalha em Mundiais: a prata nos 400 metros com barreiras em Tóquio, com o tempo de 46.84. A conquista do vice-campeonato foi somada ao título do Mundial de Eugene, em 2022.
“Foi um ano maravilhoso. Corri bem, performei. Neste ano, a construção foi maravilhosa, tanto no trabalho que a gente fez na pista, com a evolução nos treinos, quanto na estrutura que a gente construiu, que foi muito importante. Eu saí do Mundial muito contente com a prata. Estou muito orgulhoso do trabalho incrível que fizemos”, avaliou Alison, que é treinado por Felipe de Siqueira.
A conquista no Japão teve um gosto especial: foi no Estádio Olímpico de Tóquio que Piu ganhou projeção internacional, ao alcançar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2020 – que, por causa da pandemia, foi disputado em 2021. No ano seguinte, o brasileiro foi campeão mundial, estabelecendo o atual recorde brasileiro e sul-americano da prova (46.29). E, em 2024, Alison ganhou sua segunda medalha olímpica de bronze, em Paris.
Piu vive em Clermont, na Flórida (Estados Unidos), onde fez toda a preparação para a temporada. Em 2025, disputou a Diamond League – fez seu melhor resultado da temporada, 46.65, em julho, na etapa de Eugene (EUA) – e também provas do Grand Slam Track, correndo outras distâncias além dos 400 metros com barreiras, como os 400 metros rasos, os 200 m e os 300 m com barreiras.
Em maio, o atleta alcançou seu recorde pessoal nos 400 metros, durante a etapa de Miami do Grand Slam Track. Piu superou a distância em 44.53, melhorando sua marca anterior, de 2022, em um centésimo. Com o resultado, continua como o terceiro melhor brasileiro na prova em todos os tempos, atrás apenas do recordista nacional Sanderlei Parrela (44.29, de 1999) e de Matheus Lima (44.52, de 2024).
De férias no Brasil, onde passará as festas de fim de ano com a família na sua cidade natal, São Joaquim da Barra, no interior paulista, Alison afirma que 2026 será um ano “mentalmente mais leve”. A próxima temporada não terá uma grande competição-alvo, como Jogos Olímpicos ou Mundial.
“Para o ano que vem, a ideia é se estruturar tranquilo, se programar, para chegar bem nas competições. Estou muito animado para a temporada do ano que vem porque vai ser mais leve mentalmente. Só que vai continuar sendo muito forte fisicamente, porque quero correr bem, e correr rápido.”











