Marílson dos Santos, Carmem de Oliveira e Rosa Mota entram para o Hall da Fama da São Silvestre

Os três se juntam a Paul Tergat, primeiro nome do Hall da Fama

Agência Luz/BM&FBOVESPA/Arquivo
Agência Luz/BM&FBOVESPA/Arquivo

A corrida Internacional de São Silvestre colocou mais três nomes em seu hall da fama. Maríson dos Santos, o único brasileiro tricampeão da prova (2003, 2005 e 2010), Carmem de Oliveira, a primeira brasileira a vencer a prova após sua internacionalização, em 1995 e a portuguesa Rosa Mota, hexacampeã da São Silvestre entre 1981 e 1986, entraram para o Hall da Fama da emblemática corrida que fecha o calendário do atletismo nacional nesta quarta-feira (31), em sua centésima edição.

O três se juntam a Paul Tergat, que inaugurou o Hall da Fama da São Silvestre neste ano de 2025. O queniano é pentacampeão da São Silvestre e o maior vencedor na prova masculina.

Marilson já integra o Hall da Fama da Maratona de Nova York, uma das mais tradicionais do mundo, desde 2019 – foi bicampeão, tornando-se o primeiro sul-americano a ganhar, em 2006, e repetindo a vitória em 2008. Em Jogos olímpicos, Marílson ficou em quinto na maratona em Londres-2012. Nas pistas, dominou o pódio do Troféu Brasil nos 5.000 m e 10.000 m por uma década. Ainda hoje é o recordista sul-americano dos 10.000 m (27m28s12).

“Eu tinha sido vice em 2002 e queria vencer. Tirei um peso das costas. A vontade de ser campeão era grande e fiquei muito feliz. A São Silvestre era muito diferente de tudo o que eu já tinha corrido no mundo. O povo gritando, a gente ia até a exaustão, até onde tinha força.” Disse Marílson

As mulheres participaram da São Silvestre pela primeira vez em 1975. Nascida em 17 de agosto de 1965, Carmem de Oliveira carregava a pressão de quatro vice-campeonatos e de ter condições de quebrar o tabu de ser a primeira brasileira a vencer a corrida – foi campeã pan-americana dos 10.000 m em Mar Del Plata 1995.

“Mesmo sendo a melhor atleta de fundo, de pista, a São Silvestre… Todos paravam para assistir. ‘Quem é que vai ganhar? Vai dar um brasileiro?’ Era um sentimento gostoso, mas que me causou muito sofrimento: quatro vezes vice, quatro vezes ali na portinha para ganhar e vem uma queniana, uma portuguesa, uma mexicana e passa, muito sofrido. E aquela loucura de 20 anos sem uma brasileira, sem ter um nome feminino ali no primeiro lugar. Para mim, ela tem esse lado maravilhoso de coroar a minha carreira.”

Carmem ainda é a recordista brasileira dos 10.000 m, com a marca de 31m47s76, feita em Stuttgart, Alemanha, em 1993. É recordista sul-americana dos 5 km (15m39s, 6/6/1992), 10 km (32m03s, 4/6/1994) e dos 15 km (34s38, 26/2/1994), todos em corridas de rua.

Já Rosa Mota revelou grande emoção em retornar à cidade da prova onde ela se consagrou: “Eu me sinto muito honrada por fazer parte da história da São Silvestre. Eu fiquei apaixonada pela corrida. Por seis anos consecutivos, eu não vos larguei. Ainda hoje, guardo recordações de todos os anos. Quero agradecer à organização pelo esforço que tem feito para manter esta prova”, disse Rosa Mota.

Um total de 55 mil corredores estão inscritos nesta edição que larga às 8:05 desta quarta-feira (31/12), da Avenida Paulista (número 2.084), percorre 15 km por ruas e avenidas de São Paulo e chega 15 km depois na mesma Paulista (número 900).

Marcos Antonio

Marcos Antonio

Pai, Carioca, 40 anos, profissional de TI e cursando jornalismo. Um Fã de basquete e de todos os esportes olímpicos (e alguns não olímpicos também) que faz um trabalho de formiguinha para que todos eles tenham seu espaço. No Surto Olímpico desde 2012.
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