Conheça mais sobre o Combinado Nórdico, que estará nos Jogos Olímpicos de Inverno
Conheça mais sobre o Combinado Nórdico, que estará nos Jogos Olímpicos de Inverno

Por Eduardo Gigante
FICHA TÉCNICA
Locais de disputa: Arena de Salto em Esqui “Giuseppe Dal Ben” (Predazzo, Val di Fiemme, Trentino) e Centro de Esqui Cross-Country e Biatlo Fabio Canàl (Tésero, Val di Fiemme, Trentino).
Período: 11, 17 e 19 de fevereiro
Delegações participantes: 17
Total de atletas: 36 (masculino)
Brasil: Não se classificou
O combinado nórdico é uma modalidade cuja primeira competição ocorreu em 1892, na Noruega. Como o próprio nome indica, reúne dois esportes: o salto de esqui e o esqui cross-country. A prova integra o programa olímpico desde Chamonix 1924, a primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.
A modalidade combina o salto de esqui com a corrida de esqui cross-country. Os atletas realizam primeiro o salto, cuja pontuação determina a ordem de largada no cross-country, com o competidor com a maior pontuação largando primeiro. Nas disputas individuais, cada ponto de diferença obtido no salto corresponde a quatro segundos de atraso para iniciar a prova de esqui cross-country, que se transforma em uma corrida de perseguição. Nas competições em equipe, cada ponto de diferença corresponde a 1,33 segundos de atraso. Vence o competidor que cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.

Esse sistema de transformar pontos em tempo de desvantagem foi usado pela primeira vez na década de 80 e é chamado de Método Gundersen, em homenagem ao seu criador, o esquiador nórdico combinado Gunder Gundersen (NOR). Tal método é utilizado também no pentatlo moderno e em algumas provas de atletismo e de golfe.
Por mais de um século, o combinado nórdico foi um esporte exclusivamente masculino, o que começou a mudar na década de 2010, quando a Federação Internacional de esqui começou a incentivar competições femininas, com a previsão de as mulheres fossem disputar o combinado nórdico olímpico a partir de Pequim 2022 – o que não aconteceu. E MIlão-Cortina a promessa também não se cumpriu e o combinado nórdico permanece como o único esporte 100% nos Jogos Olímpicos de inverno.
O combinado nórdico enfrenta um risco sem precedentes de ser excluído do programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030, principalmente por ainda não contar com provas femininas nas olimpíadas, o que contraria a meta do COI de alcançar plena igualdade de gênero.
A modalidade também sofre com a baixa diversidade competitiva, já que poucas nações dominam historicamente o pódio. Milão-Cortina será decisiva para as pretensões do Combinado Nórdico.
Como era de se esperar, os criadores da modalidade dominam o topo do quadro de medalhas geral. A Noruega tem 35 pódios, com 15 medalhas de ouro, 12 de prata e 8 de bronze. Alemanha com 16 pódios, seis ouros e Finlândia com 14 medalhas, quatro de ouro, completam o pódio.

A Noruega manteve seu domínio no combinado nórdico, com dois dos três ouros em disputa. Jorgen Graabak com dois ouros e uma prata foi o destaque individual da competição e da disputa mais acirrada, a pista longa/10km, quando chegou à frente de seu compatriota Jens Lufas Oftebro, em uma diferença de 0s4. Ele contou com a ajuda do também norueguês Jarl Magnus Riiber, que errou o caminho quando liderava com 44 segundos de vantagem e terminou em oitavo. Já Vinzenz Geiger da Alemanha foi o responsável por tirar o 100% de ouro da Noruega vencendo a pista normal/10km.
Em Milão-Cortina 2026 serão disputadas três provas: duas individuais (pista normal/10 km e pista longa/10 km) e um sprint por equipes, que será realizado em duplas, com dois esquiadores saltando de uma pista longa e, em seguida, percorrendo 7,5 km de cross-country cada.
Não há histórico de atletas brasileiros participando de competições do combinado nórdico.
O Rei voador
Grande admirador do combinado nórdico, o Rei Olav quando era apenas um príncipe participou de muitas competições da modalidade nos anos 1920. Sua especialidade era no salto com esqui. Ele virou Rei da Noruega em 1957 e comandou o país até sua morte em 1991.
O mais completo
Quando o combinado nórdico foi criado no festival de esqui de 1892 em Oslo, o objetivo era básico, descobrir o esquiador mais completo, que tivesse a graça ao saltar de esqui e a força de esquiar na neve, o que era um desafio pontual fez muito sucesso e virou esporte em pouco tempo.
Jens Lurås Oftebro: Ouro na prova de equipe e prata na pista normal em Pequim 2022. O norueguês foi medalhista de prata na pista normal no último mundial e como grande esperança de seu país, vai tentar o seu primeiro ouro em Milão-Cortina.

Vinzenz Geiger : Ouro na pista normal em Pequim 2022, o alemão é a principal ameaça ao domínio norueguês na prova. No último mundial, ele não conseguiu impedir o domínio dos criadores do esporte. Em Milão-Cortina ele terá outra tentativa
Akito Watabe: Bronze em Pequim 2022 na pista normal e por equipes, Watabe costuma se destacar especialmente na parte do salto de esqui, modalidade que o seu país tem muita tradição. Em Milão-Cortina, o japonês vai em busca de sua quinta medalha olímpica – ele já tem duas pratas e dois bronzes.
Johannes Lamparter : Após surgir como grande promessa, sendo Campeão mundial juvenil e adulto em 2021 na pista normal, além de campeão adulto no sprint por equipes no mesmo ano, o austríaco teve uma queda de rendimento no último mundial, em 2025. Foi quarto colocado na pista normal e na prova por equipes em Pequim 2022 e em Milão Cortina ele vai tentar brigar pelas primeiras medalhas olímpicas da carreira
11/02
à partir das 09:10h – Gundersen individual pista normal/10km – Rodadas de testes e complementar do salto de esqui
13:45h – Gundersen individual pista normal/10km – Esqui cross-country 🥇
17/02
A partir das 09:10h – Gundersen individual pista longa/10km – Rodadas de testes e complementar do salto de esqui.
13:45h – Gundersen individual pista longa/10km – Esqui cross-country 🥇
19/02
A partir das 09:10h – Sprint por equipe – Rodadas de testes e complementar do salto de esqui
14:00h – Sprint por equipe – Esqui cross-country🥇
*Todas as competições estão no horário de Brasília
