Conheça mais do esporte mais veloz da patinação dos Jogos de Inverno!
Conheça mais do esporte mais veloz da patinação dos Jogos de Inverno!

*Por Duda Castro
FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Milano Ice Skating Arena, Milão
Período: 10 a 20 de fevereiro de 2026
Delegações participantes: 24
Total de atletas: 112 (57 homens e 55 mulheres)
Brasil: Não classificado
A patinação de velocidade em pista curta (short track) é um dos esportes mais eletrizantes dos Jogos Olímpicos de Inverno. Diferente da patinação de velocidade tradicional, em que os atletas competem contra o relógio, aqui eles disputam diretamente entre si, o que adiciona estratégia, contato físico e decisões em frações de segundo às provas.
As corridas acontecem em uma pista oval de 111,12 metros, podendo ser disputada na mesma arena onde são disputadas a patinação artística e hóquei no gelo. Como as curvas são constantes, os atletas se inclinam agressivamente, muitas vezes tocando o gelo com a mão para manter o equilíbrio. Quedas e colisões fazem parte da modalidade, por isso as bordas da pista são estofadas e os patinadores utilizam equipamentos de proteção obrigatórios.
A modalidade apareceu pela primeira vez como esporte de demonstração nos Jogos de Calgary 1988 e entrou oficialmente no programa olímpico em Albertville 1992, com provas individuais e de revezamento.
Desde Salt Lake City 2002, o programa passou a contar com oito provas. A grande novidade recente foi a inclusão do revezamento misto por equipes, que estreou em Pequim 2022 e está confirmado também para Milano-Cortina 2026.
A Coreia do Sul é a grande potência da patinação em pista curta. São 26 ouros, 16 pratas e 11 bronze, muito à frente da segunda colocada China, com 12 ouros,16 pratas e nove bronzes. Em terceiro está o Canadá com 10 ouros, 13 pratas e 14 bronzes.
Coreia do Sul, China e Países Baixos capitalizaram os ouros em Pequim, com seis dos nove ouros conquistados pelos três países – dois ouros cada. Na quantidade, os coreanos levam vantagem por terem pego três pratas.
Com dois ouros, uma prata e um bronze, Suzane Schulting (NED) foi o principal destaque em Pequim e a prova mais emocionante foi na estreia do revezamento por equipes. Durante a final, a canadense Florence Brunelle e a húngara Petra Jászapáti colidiram, ambas saindo da pista. As duas equipes se recuperaram e terminaram a corrida, mas após revisão, o Canadá recebeu uma penalidade por empurrão por trás e a Hungria terminou em terceiro lugar. Na linha de chegada, a China venceu a Itália por mínimos 0s016.
Em Milano-Cortina 2026, a modalidade terá nove provas: 500m, 1000m,1500m(masculino e feminino), revezamento 5000m (masculino), revezamento 3000m (feminino) e revezamento por equipes mistas.
As provas são disputadas em baterias eliminatórias. Avançam sempre os dois primeiros colocados de cada corrida até a chamada Final A, que define os medalhistas. Nos 500m e 1000m as largadas acontecem com até cinco atletas; Já nos 1500m as baterias tem até sete patinadores.
No revezamento misto, cada equipe é formada por quatro atletas (duas mulheres e dois homens), que competem 2000m em ordem fixa: mulher → mulher → homem → homem
Felipe de Souza foi o primeiro representante do Brasil no short track. Entre 2004 e 2007, o brasileiro participou de etapas da Copa do Mundo, ficando em 49º lugar na classificação geral dos 500m na temporada 2005/2006. Felipe participou do Mundial de 2007, onde foi o 42º colocado nos 500m, 47º nos 1000m, 53º nos 1500m e 51º na classificação geral.
Lucas Koo, de 19 anos, é o principal nome do Brasil na modalidade. Nos Jogos Olímpicos da Juventude em Gangwon 2024, ele conseguiu dois top-10 e tentou se classificar para Milão-Cortina. ele chegou perto, mas achou ficando lista de realocação.
A rainha Fontana
Na Itália, a pista curta ganhou enorme visibilidade graças a Arianna Fontana, maior nome do esporte no país. Com 11 medalhas olímpicas – a Itália tem 15 medalhas na modalidade -, ela é a atleta italiana mais condecorada da história dos Jogos e foi porta-bandeira na abertura de PyeongChang 2018.
Dupla jornada
Haralds Silovs, da Letônia, tornou-se o primeiro atleta na história olímpica a participar tanto da patinação de velocidade em pista curta (1500 m) quanto da patinação de velocidade em pista longa (5000 m), e ainda o primeiro a competir em duas disciplinas no mesmo dia. Na pista longa, ele ficou em vigésimo e após sua participação ele pegou um carro para atravessar a cidade de Richmond até o Pacific Coliseum para a prova classificatória de pista curta, onde ele passou para as semifinais, mas foi eliminado.
Venceu em todas!
Viktor Ahn tornou-se o primeiro patinador de velocidade em pista curta a conquistar medalhas de ouro em todas as quatro disciplinas da modalidade (500m, 1000m, 1500m e revezamento 5000m). Detalhe: tudo isso por dois países. Em 2006 ele representou a Coreia do sul e em 2014, a Rússia – após não concordar com as escolhas de convocação em Vancouver 2010, olimpíada que ficou de fora por decisão técnica.
Final B é importante!
Apesar do nome, a Final B pode te dar chance de conseguir uma medalha. Em Pyeongchang 2018, os Países Baixos venceram no revezamento feminino e ficaram com um belo prêmio de consolação. China e Canadá disputaram a final A e foram desclassificadas, e as neerlandesas herdaram o bronze.
Masculino
Steven Dubois: o canadense brilhou no mundial de 2025, com quatro ouros e pinta como favorito para Milão-Cortina, principalmente nas provas de 500 e 1000 metros. Dono de três medalhas em Pequim, ele tem tudo para aumentar sua coleção.
William Dandjinou: o também canadense deve ser o principal rival de Dubois pelas medalhas de ouro em Milão-Cortina, já que na edição 2025/26 ele foi dominante e foi o campeão geral. Já na prova dos 1500m, ele é que pinta como favorito, já que é sua prova mais forte.
Pietro Sighel: competindo em casa, Pietro espera que o apoio extra o ajude a brilhar pelo ouro contra os fortes patinadores canadenses. Campeão mundial dos 500m em 2023, ele tem mais chances de vencer nesta prova.
Liu Shaoang: Após representar por muitos anos a Hungria – país onde nasceu sua mãe – , onde faturou quatro medalhas olímpicas, Shaoang passou a defender a China – país onde nasceu o seu pai – a partir de 2023 e desde então tem sido mais discreto. Bronze nos 1500m no último mundial, essa pode ser a prova em que ele tenha mais chances.
Shogo Miyata: jovem talento do short track, o japonês pode surpreender nas provas, principalmente nos 1500m prova onde é mais forte.
Revezamento: Esta promete ser uma disputa equilibrada, com Coreia do sul, Países Baixos e China brigando pelo ouro. Canadá e Itália correm por fora.
Feminino
Courtney Sarault: a canadense fez uma ótima copa do mundo, sendo a melhor no geral na temporada 2025/26. Sem nenhuma favorita evidente no feminino, estar em um bom momento pode ser decisivo para brilhar em Milão-Cortina, o que conta pontos a favor de Sarault, dona de 11 medalhas em mundiais, mas nenhuma olímpica. A prova dos 1000m deve ser sua melhor chance.
Corinne Stoddard: a estadunidense foi regular na temporada 2025/26 – quatro pratas e três bronzes – e chega em Milão- cortina com chances de chegar ao pódio em provas como os 500 e 1000 metros.
Xandra Velzeboer: A neerlandesa parecia que dominaria o cenário do short track após o mundial de 2023, mas ela acabou caindo rendimento. Mas em 2025, venceu os 500m, prova que é sua especialidade e que pinta como favorita na Olimpíada.
Kim Gil-li: A representante da Coreia do Sul, potência do esporte, vê em Kim Gil-li um nome forte pelo ouro na prova dos 1500m, que o país domina. Choi Min-jeong, campeã mundial da distância desde 2016, tem também chances de pódio e pode até quem sabe fazer uma dobradinha.
Hanne Desmet: a belga já está na história tornando-se a primeira mulher do país a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno em um evento individual com o bronze em Pequim. Atual campeã mundial dos 1000 metros e é uma das favoritas ao ouro nas olimpíadas de Milão-Cortina.
Revezamento: Canadá e Países Baixos carregam o favoritismo pelo ouro no revezamento feminino em Milão-Cortina. Coreia do Sul, Itália e Estados Unidos correm por fora em um lugar no pódio.
Revezamento misto: Canadá, Países Baixos e China brigam pelo ouro. Coreia do Sul, Itália e Estados Unidos também têm chances de pódio.
10/02
06h30 – 5000m feminino – Baterias
07h08 – 10000m masculino – Baterias
07h53 – Revezamento misto – Quartas de final
08h23 – Revezamento misto – Semifinal
12h30 – Revezamento misto – Final B
12h00 -Revezamento misto – Final A 🥇
12/02
16h15 – 500m feminino – Baterias
16h29 – 1000m masculino – Baterias
16h58 – 500m feminino – Semifinal
17h05 – 1000m masculino – Semifinal
17h26 – 500m feminino – Final B
17h31 – 500m feminino – Final A 🥇
17h37 – 1000m masculino – Final B
17h43 – 1000m masculino – Final A 🥇
14/02
16h15 – 1500m masculino – Baterias
16h59 – 1000m feminino – Baterias
17h44 – 1500m masculino – Semifinais
18h00 – Revezamento 3000m feminino – Semifinais
18h27 – 1500m masculino – Final B
18h34 – 1500m masculino – Final A 🥇
16/02
07h00 – 1000m feminino – Quartas de final
07h18 – 500m masculino – Baterias
07h55 – 1000m feminino – Semifinais
08h04 – Revezamento 5000m masculino – Semifinais
08h36 – 1000m feminino – Final B
08h42 – 1000m feminino – Final A 🥇
18/02
16h15 – 500m masculino – Quartas de final
16h42 – 500h masculino – Semifinais
16h59 – Revezamento 3000m feminino – Final A 🥇
17h24 – 500 masculino – Final B
17h29 – 500 masculino – Final A 🥇
20/02
16h15 – 1500 feminino – Quartas de final
17h00 – 1500 feminino – Semifinais
17h17 – Revezamento 5000m masculino – Final B
17h29 – Revezamento 5000m masculino – Final A 🥇
17h56 – 1500 feminino – Final B
18h03 – 1500 feminino – Final A 🥇
*Todas as competições estão no horário de Brasília
