A modalidade só tem a competição masculina nos Jogos Olímpicos de Inverno
A modalidade só tem a competição masculina nos Jogos Olímpicos de Inverno

As melhores atletas de combinado nórdico do mundo farão um protesto contra sua exclusão dos Jogos Olímpicos de Inverno em sua última competição antes dos Jogos de 2026 em Milão-Cortina, disse a competidora americana Annika Malacinski à agência de noticias Reuters.
O esporte, que combina salto de esqui e esqui cross-country, será um dos poucos sem representação feminina nos Jogos, e a atleta de 24 anos e suas rivais planejam erguer seus bastões de esqui em forma de X antes da largada em massa na sexta-feira (30) em Seefeld, Áustria, para simbolizar “nenhuma exceção”.
“É muito errado que as mulheres sejam excluídas, porque cumprimos todos os requisitos do COI, mas, no fim das contas, o que dói é que o COI não reconhece a importância de incluir mulheres. Não podemos passar por mais um ciclo olímpico sem igualdade plena”, disse ela.
“É uma grande injustiça que as mulheres sejam excluídas, porque cumprimos todos os requisitos do COI, mas, no fim das contas, o que dói é que o COI não enxerga a qualidade da inclusão feminina. Não podemos passar por mais um ciclo sem igualdade plena nas Olimpíadas”, disse ela.
Em resposta por escrito a um pedido de comentário da Reuters, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu os problemas enfrentados pelo esporte, tanto no masculino quanto no feminino, incluindo a popularidade junto ao público e o número relativamente pequeno de nações competitivas. “O COI continuará apoiando a Federação Internacional de Esqui (FIS) no desenvolvimento e na promoção do Combinado Nórdico. Por esse motivo, a modalidade passará por uma avaliação completa após os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026”, afirmou o comunicado do COI.
“Por outro lado, a FIS e a comunidade do Combinado Nórdico também têm a responsabilidade de apresentar argumentos mais convincentes em termos de universalidade, popularidade e nível de desempenho, tanto na categoria masculina quanto na feminina, para permitir que o COI tome decisões para os Jogos de 2030 e além.”
