Getty Images revela curiosidades e principais mudanças na cobertura fotográfica dos Jogos de Inverno
Getty Images revela curiosidades e principais mudanças na cobertura fotográfica dos Jogos de Inverno

Assim como os avanços nos equipamentos esportivos remodelaram o desempenho dos atletas, a evolução da tecnologia das câmeras transformou a forma como a Getty Images, a agência oficial de fotografia do Comitê Olímpico Internacional desde 1988, registra os Jogos de Inverno. A inovação permitiu capturar ângulos, perspectivas e momentos que antes eram impossíveis de alcançar.
Mas a tecnologia, por si só, não cria grandes imagens. O coração da cobertura da Getty Images é formado por fotógrafos especialistas em esportes e com vasta experiência, que dedicaram suas carreiras a compreender o ritmo e as nuances dos esportes de inverno. Fotógrafos como Bruce Bennett, um dos mais respeitados especialistas em hóquei no gelo do mundo, levam décadas de conhecimento para a pista. Seu instinto para o jogo garante que momentos históricos não sejam apenas registrados, mas antecipados e contados com clareza e emoção.
“Nossa cobertura é construída sobre um princípio: toda jogada importante deve ser capturada, idealmente de múltiplos ângulos. Os Jogos Olímpicos são momentos históricos, e nossa responsabilidade é garantir que sejam registrados em imagens estáticas que perdurem.
Em grandes competições, podemos ter até 12 câmeras remotas, netcams, câmeras de luz do gol e unidades robóticas suspensas na estrutura do teto. Esses sistemas nos permitem registrar a ação de vários ângulos simultaneamente, ampliando a cobertura de cada fotógrafo e garantindo que nada seja perdido.”
Além da cobertura com câmeras portáteis e remotas fixas, os sistemas de câmeras robóticas se tornaram uma parte fundamental da fotografia dos eventos. Suspensas no alto da estrutura do teto, muitas vezes em posições inviáveis para um fotógrafo estar fisicamente, essas câmeras trazem uma perspectiva dinâmica e elevada à cobertura, desde a patinação artística, short track e curling até eventos de gala. Essas unidades permitem que o fotógrafo tenha controle total por meio de um joystick, com capacidade de girar, inclinar, dar zoom e rotacionar completamente, possibilitando acompanhar o movimento de forma fluida a partir do alto e responder ao ritmo da competição em tempo real.
A instalação e a operação dessa tecnologia exigem conhecimento especializado. Fotógrafos como Richard Heathcote, um dos principais especialistas da Getty Images em câmeras robóticas e remotas, trabalham com meses de antecedência para planejar essas montagens. Isso inclui visitas técnicas aos locais, avaliação da estrutura de cada arena e acesso às passarelas elevadas sob a cobertura para determinar pontos de fixação, trajetos de cabos e os melhores ângulos visuais. Muitos desses locais exigem trabalho em altura, realizado apenas por equipes treinadas e experientes nesse tipo de ambiente.
Uma vez instaladas, essas câmeras robóticas são controladas por rede. Enquadramento, foco e movimento da câmera podem ser ajustados remotamente ou acionados em sincronia com câmeras portáteis no gelo. Isso permite capturar momentos decisivos de vários pontos de vista ao mesmo tempo, do nível do solo até bem acima da pista.
Os sistemas remotos e robóticos não substituem o fotógrafo; eles ampliam seu alcance, permitindo que os fotógrafos especialistas da Getty Images capturem padrões, movimentos e emoções que simplesmente não são visíveis a partir do nível do solo.
