Alemanha é ouro no Revezamento Misto do Luge em Milão-Cortina 2026; Tobias Wendl/Tobias Arlt estabelecem recorde alemão

O luge foi o primeiro esporte a se “despedir” das Olimpíadas de Milão-Cortina 2026.

A Alemanha nunca perdeu a prova de revezamento em olimpíadas / Foto: FIL
A Alemanha nunca perdeu a prova de revezamento em olimpíadas / Foto: FIL

O luge é o primeiro esporte a distribuir todas as medalhas em Milão-Cortina 2026. Na última prova da modalidade, o revezamento misto, o time alemão composto por Julia Taubitz, Tobias Wendl/Tobias Arlt, Max Langenhan e Dajana Eitberger/Magdalena Matschina não deram qualquer chance para os adversários e levaram o ouro. Desde que o revezamento misto entrou no programa olímpico, em Sochi 2014, o ouro sempre foi alemão. Este foi o 41º ouro alemão no luge em 56 possíveis.

A prova funciona da seguinte forma: cada equipe é formada por um trenó do individual feminino, do masculino, das duplas masculinas e das femininas em descida única. Ao descer a atleta individual feminina dispara o cronômetro. Na chegada, ela toca numa placa no alto enquanto ainda está no trenó. Essa placa ao ser tocada libera imediatamente a descida das duplas masculinas, que repetem o processo, liberando após o individual masculino e depois as duplas femininas, que param o cronômetro ao concluírem sua descida e tocarem na placa. Se qualquer dos componentes do revezamento não tocar na placa ou não concluir sua descida, a equipe inteira é desclassificada.

Mas na prova em si, não teve pra ninguém. Os alemães – mordidos com as derrotas surpreendentes nas duplas masculinas e femininas – fizeram as melhores descidas em cada modalidade e, com o tempo somado total de 3min:41s.672, bateram o recorde da pista e colocaram mais de meio segundo em relação a todos os demais. Os austríacos, que pareceram fazer um traçado sem sustos, ficaram com a prata (+0.542), e os donos da casa, os italianos, com o bronze (+0.849).

Apesar de alguns deslizes, todas as nove equipes completaram a prova. Destaque também para os atletas que visivelmente escolheram serem mais conservadores e se ‘levantarem’ com antecedência para não errar a placa e serem desclassificados. (Em campeonatos mundiais, os atletas costumam esperar chegarem mais perto para baterem na placa).

Com a medalha no revezamento, Tobias Wendl/Tobias Arlt, conhecidos como “O Expresso da Baviera”, se tornaram os maiores medalhistas olímpicos no luge e também da Alemanha. A dupla agora possui sete ouros e um bronze, conquistados entre 2014 a 2026. Eles deixam pra trás a também luger Natalie Geisenberger, que possui seis ouros e um bronze entre os anos de 2010 a 2022.

QUADRO GERAL DO LUGE EM MILÃO-CORTINA

1º Alemanha – 3 ouros, 1 prata, 1 bronze;

2º Itália – 2 ouros, 2 bronzes;

3º Áustria – 3 pratas, 1 bronze;

4º Letônia – 1 prata;

5º Estados Unidos – 1 bronze.

Hugo Magliano

Hugo Magliano

Carioca, 30 anos, formado em técnico em administração e viciado em acompanhar coberturas esportivas. Sou fã de uma infinidade de esportes, sobretudo os de inverno. Diariamente assisto partidas de xadrez na internet e na escola joguei tênis de mesa (não profissionalmente).Minha primeira lembrança olímpica foi em Atenas 2004, onde lembro da força de vontade e persistência do Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona. Em 2007 fiz um trabalho escolar sobre o Pan do Rio de Janeiro e me apaixonei em acompanhar quadros de medalhas. Estou sempre buscando histórias curiosas proporcionadas pelo esporte. Contato: Twitter @Hugolaco2
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