Conheça mais sobre Lucas, que passou a infância no Brasil e quase virou jogador de futebol antes de ser apresentado ao esqui alpino por seu pai
Lucas Pinheiro entrou para a história do esporte brasileiro ao se tornar o primeiro campeão olímpico do país nos Jogos olímpicos de inverno ao vencer o slalom gigante em Milão-Cortina. Mas ele poderia ter seguido outro caminho. Na infância, que ele passou no Brasil, ele ficou muito fã de Ronaldo ‘Fenômeno’ e Ronaldinho gaúcho que cogitou ser jogador de futebol. Mas aí veio o esqui alpino em sua vida.
Nascido em 2000,de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas passou sua infância no Brasil após a separação de seus pais. Se tornou grande de futebol, virou torcedor do São Paulo, na época tricampeão brasileiro (2006-07-08) e grande fã de dois craques brasileiros do futebol. Ronaldo e Ronaldinho gaúcho. Em relato ao site do COB, Lucas falou que passava horas no Youtube vendo as melhores jogadas dos dois.

Aos 9 anos, veio a mudança que mudou a vida de Lucas. Por conta da insistência do seu pai, experimentou o esqui alpino, esporte muito popular na Noruega. Lucas, que admitiu que se sentia um ‘gringo’ tanto no Brasil quanto na Noruega, e nas montanhas, porém, essa sensação desaparecia: ele era apenas mais uma criança viajando para esquiar. Foi ali que tomou a decisão de deixar o sonho do futebol para trás e se dedicar ao esqui alpino.
E ele se desenvolveu muito rápido: Aos 14 anos, passou a integrar a equipe norueguesa de desenvolvimento da modalidade. Dois anos depois, aos 16, tornou-se atleta federado pela Noruega junto à Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS). Na temporada 2018/2019, quando tinha 18 anos, chamou atenção internacionalmente ao conquistar duas medalhas no Mundial Júnior de Esqui Alpino: prata no Super G e bronze no Combinado.
Seguindo pela Noruega, Pinheiro virou profissional na temporada 2020/21, na temporada seguinte, disputou as olimpíadas de Pequim-2022 pelo país. Mas em 2022/23,quando ele ganhou “globinho de cristal” de melhor atleta da Copa do mundo de esqui alpino, ele anunciou sua aposentadoria aos 23 anos, após divergências com a federação norueguesa.
Ele abandonou os treinamentos, e voltou a morar no Brasil após 14 anos. E foi aí que começou o ‘namoro’ para que ele pudesse defender o Brasil nas competições de inverno, o que se oficializou em maio de 2024. Também obteve autorização da Noruega para a troca de cidadania esportiva, o que lhe permitiu manter seus pontos na FIS e estrear imediatamente na Copa do Mundo na temporada seguinte.
Sua reestreia como atleta brasileiro aconteceu na temporada 2024/2025. O primeiro pódio defendendo o Brasil veio no slalom gigante em Beaver Creek, nos Estados Unidos. prata em Adelboden (Suíça) e Kranjska Gora (Eslovênia), além de bronzes em Kitzbühel (Áustria) e Hafjell (Noruega). No Campeonato Mundial de 2025, porém, não obteve bons resultados, terminando em 13º lugar no slalom e 14º no slalom gigante.
Já na temporada 2025/26, são cinco pódios nessa fase, incluindo a medalha de ouro no slalom em Levi, na Finlândia — a primeira do Brasil em uma Copa do Mundo de esporte olímpico de inverno. Além disso, soma quatro pratas: Alta Badia (Itália), Adelboden e Wengen (Suíça) e Schladming (Áustria).
Mais ligações com o Brasil
Mesmo após a mudança para Noruega, Lucas sempre manteve os laços com o Brasil, passando férias com os avós maternos em Campinas e tios em São Paulo. Lucas também revelou ainda quando representava a Noruega que a música ‘mas que nada’ de Sérgio Mendes faz parte do seu ritual antes de descer as montanhas.

Sua comida preferida? churrasco, além de ser grande fã de brigadeiro – que ele sempre dá um jeitinho de comer alguns docinhos antes das provas. Torcedor do São Paulo, Lucas sempre que pode vai aos jogos da equipe no Morumbi quando está no Brasil. Atualmente, ele namora a atriz Isadora Cruz, que está na novela das 19 horas da TV Globo, ‘Coração Acelerado’.
Icone fashion
Lucas também atua como modelo e é patrocinado pela marca italiana de luxo Moncler. Durante o período de entressafra do esqui alpino, participa de desfiles nas principais capitais europeias e é presença constante em semanas de moda renomadas, como a de Milão, cidade onde passou a morar em 2025.
Ele tem uma linha de óculos de esqui (goggles) da Oakley, foi o idealizador e responsável pela popularização do protetor de pescoço com as cores do Brasil e foi o responsável pelo desenho dos uniformes da equipe de esqui alpino do Time Brasil para Milano Cortina 2026.










