Cachorro ativou o sensor e ‘marcou’ o tempo para a brasileira. Organização corrigiu a marca depois
Um cachorro quase ajudou o Brasil a ‘avançar’ no esqui cross-country feminino em Milão-Cortina. Na disputa do sprint por equipes feminino nesta quarta (18), um cachorro invadiu a pista e passou por um sensor de tempo um pouco antes da brasileira Duda Ribera e o tempo do cachorro foi contabilizado para a brasileira. Mas o resultado foi corrigido em seguida e as brasileiras terminaram em vigésimo primeiro lugar. As informações são do canal Sportv.

O cachorro cruzou a linha antes da chegada de Duda, contabilizando o 12° melhor tempo para a brasileira. Com esse resultado, o Brasil teria subido 14 posições em relação à expectativa para a prova, mas a posição foi revista quando acabou a descida. A organização confirmou que o sensor confundiu o cachorro com um atleta e, na verdade, Duda terminou na 24° colocação, completando o percurso de 1,5km em 3m55s66.
Na segunda rodada, Bruna Moura baixou a marca individual para 3min41s60. Com a soma total entre os resultados de Bruna e Duda, o Brasil terminou na 21ª colocação. Apesar da confusão e de não terem conseguido a classificação para a final, esse foi o melhor tempo do país em uma prova por equipes na modalidade.
O cachorro fez a fez na linha de chegada da prova, correndo atrás da câmera e de algumas competidoras, até chegar na linha de chegada e sair. Segundo o sportv, o nome do cachorro é Nazgul, parece ser uma mistura de husky siberiano e pastor alemão e mora nas redondezas de Tesero, onde o esqui cross-country é disputado.
Em entrevista à ANSA, Giovanni Plano, coordenador das provas de esqui cross country em Milão-Cortina, afirmou que esta foi a coisa mais ‘curiosa que aconteceu até agora’: “Normalmente, acompanho as competições da sala dos jurados, porque assim também estamos em contato direto com a equipe médica, caso seja necessário intervir. Então, recebemos a notícia de que havia um lobo na pista. E isso nos assustou muito. No final, o “lobo” acabou sendo um cachorro da região, que pertence a um morador que estava passeando e escapou. Nós o pegamos e, em pouco tempo, o dono veio buscá-lo”.










