Reunimos dez das muitas histórias marcantes nos Jogos Olímpicos de inverno em Milão-Cortina
Fim dos Jogos olímpicos de Milão-Cortina. Uma olímpica com muitas histórias, emocionantes, de superação, outras que beiram o inacreditável, e tentamos reunir dez destes momentos que ficarão na história dos Jogos olímpicos de inverno:
A traição de Sturla Laegreid
Em sua primeira prova olímpica em Milão-cortina, o biatleta norueguês ficou com o bronze no sprint e na estrevista após a prova, resolveu confessar que traiu a sua ex-namorada, nesse que foi o ‘ maior erro da sua vida’ segundo o próprio. O Caso ganhou proporções mundiais, onde até seus colegas ficaram chateados por conta da exposição sobre a traição sendo maior que a dos resultados.

Laegreid pediu desculpas por confissão ofuscar o ouro olímpico de seu colega e foi mais discreto nas entrevistas depois. Na Olimpíada, conseguiu cinco medalhas, três pratas e dois bronzes, sendo o primeiro atleta desde Chamonix 1924 a conseguir tantas medalhas sem nenhum ouro, em uma única edição. Mas ele vai ser lembrado mesmo como o cara que traiu a namorada e confessou para o mundo…
O ‘Penisgate’ do Salto de esqui
Um rumor abalou o salto de esqui no início dos Jogos olímpicos é que saltadores estavam usando ácido hialurônico para aumentar o pênis e assim, aumentar a região aerodinâmica e consequentemente, a velocidade para chegar mais longe no salto. A agência mundial antidoping (WADA) prometeu que investigaria o caso enquanto a Federação Internacional de Esqui se pronunciou, dizendo que isto era apenas uma ‘teoria infundada’.
O cachorro invasor
Nazgul virou o grande personagem da segunda semana de olimpíada, quando apareceu na chegada do sprint por equipes do esqui cross-country. Sua dona depois confessou que foi assistir o Biatlo com o marido e viu o seu cachorro em uma TV, após receber um monte de mensagem de amigos dizendo que seu cachorro estava na olimpíada. Ela prometeu ficar de olho nele, após ver que ele descobriu como abrir sua casinha.

O erro de Ilia Malinin
O Deus dos quádruplos era o maior favorito da patinação artística masculina em Milão-Cortina. Após dominar o programa curto e até fazer o famoso salto mortal proibido que foi liberado em 2024, Ilia Malinin competiu no programa longo e uma sequência de quedas acabou com sua chance de ouros, ficando em oitavo lugar.
Nas redes sociais, ele admitiu que a pressão pelo ouro e as mensagens de ódio que recebeu o fizeram ‘quebrar mentalmente’: “Eu não sou soube lidar com isso“
A ‘suposta’ trapaça do Canadá no Curling
O jogo entre Canadá e Suécia no curling masculino teve algo raro: brigas e discussões, e até xingamentos. Tudo por conta da acusação de que o time canadense estava fazendo toque duplo na hora de soltar a pedra – a regra permite apenas um, no cabo da pedra. Marc Kennedy, capitão do time canadense, foi pego em uma imagem de TV tocando na pedra após soltar sua mão do cabo. Mas nada foi feito e o Canadá, seguiu firme no campeonato e levou o ouro.

Medalhas quebrando fácil
Na primeira semana de olimpíadas, um problema com as medalhas surgiu, quando Breeze Johnson (USA), ao pular com a medalha no peito, viu ela se desprender da fita e cair no chão. O biatleta alemão Justus Strelow e a patinadora artística americana Alysa Liu relataram um fecho defeituoso que prendia a medalha à fita, enquanto a esquiadora sueca de cross-country Ebba Andersson disse que sua medalha de prata se partiu em duas depois de cair na neve. A organização prometeu reparar as medalhas de todos que reclamarem deste defeito, que foi atribuído a mecanismo de segurança anti-asfixia que evita que a fita prenda.
11 vezes Johannes Klaebo
Johannes Klaebo foi simplesmente avassalador no esqui cross-country em Milão-Cortina. foram seis ouros em seis provas disputadas, além de viralizar em uma subida durante uma das provas onde parecia estar correndo como um velocista de 100m rasos com esqui nos pés enquanto os adversários esquiavam. o norueguês agora é o maior medalhista olímpico de inverno da história, com 11 ouros, uma prata e um bronze, superando a compatriota Marit Bjoergen.
A resposta de Eileen Gu
A chinesa Eileen Gu deu uma bela resposta para o repórter que em uma coletiva a perguntou se ela considera que perdeu dois ouros ou ganhou duas pratas: “Sou a esquiadora de estilo livre feminina mais premiada da história. Penso que isso é uma resposta por si só. Como é que posso dizer? Ganhar uma medalha olímpica é uma experiência que muda a vida de qualquer atleta. Fazer isso cinco vezes é ainda mais difícil. As situação de duas medalhas perdidas é, francamente, uma perspectiva meio ridícula de se ter.”
Gu ainda ganhou mais uma, um ouro no halfpipe, sua sexta medalha olímpica da carreira, se isolando ainda mais como a maior medalhista do esqui estilo livre. E isso aos 22 anos.
Os Milennials mandam!
Milão-Cortina mostrou que idade é apenas um número. O snowboarder austríaco Benjamin Karl, de 40 anos, levou o ouro no snowboard gigante paralelo, se tornando o campeão olímpico individual mais velho da história. Mas o seu recorde só durou oito dias, já que Elana Meyers Taylor dos Estados Unidos, venceu o monobob aos 41 anos tomando o posto de Karl.
Ouro de Lucas Pinheiro
Não poderia deixar de fora o momento em que Lucas Pinheiro colocou o nome do Brasil na história dos Jogos olímpicos de inverno, vencendo a prova do slalom. A medalha colocou o Brasil no top20 do quadro de medalhas, 34 anos após sua primeira participação. Foi também o terceiro país do hemisfério sul a ter uma medalha nos jogos de inverno – os outros foram Austrália e Nova Zelândia. Somos o país do esqui alpino!










