Entidade emitiu nota após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã
O Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu nesta terça (3) uma nota sobre os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que causou tensões em todo o Oriente Médio nos últimos dias. A entidade evocou o princípio de neutralidade em meio a uma realidade complexa, mas prometeu ajudar os atletas afetados pelo conflito:
” Num mundo abalado por conflitos, divisões e tragédias, com vidas perdidas e tantas pessoas sofrendo, agora mais do que nunca, o Comitê Olímpico Internacional (COI) mantém-se firme na sua convicção de que o esporte deve continuar sendo um farol de esperança – uma força que une o mundo inteiro em uma competição pacífica. Isso está no cerne do Movimento Olímpico e deriva dos Princípios Fundamentais do Olimpismo. O princípio da neutralidade do Movimento Olímpico foi recentemente reafirmado pelo Conselho Executivo do COI .”
O COI reafirmou na nota que pretende manter que os Jogos Olímpicos sejam disputados pacificamente, independente da origem do atleta: “A cada edição dos Jogos Olímpicos, o COI enfrenta as consequências do contexto político vigente e os últimos acontecimentos mundiais. Ao mesmo tempo, deve cumprir sua missão de preservar uma plataforma esportiva verdadeiramente global e baseada em valores, capaz de inspirar esperança no mundo. Esse objetivo depende da capacidade do COI de reunir atletas para participarem de competições pacíficas, independentemente de sua origem.” disse o COI em nota.
A entidade também falou sobre a trégua olímpica, feita pela ONU no fim de janeiro e que foi rompida pelos países uma semana depois dos Jogos Olímpicos de Inverno e disse que não tem condições de impor aos seus países membros que a trégua seja cumprida e que isso, é função da Organização das Nações Unidas (ONU):
“O COI, com seu status de Observador Permanente na ONU, não tem meios de impor a implementação da resolução. Reconhecemos que isso está inteiramente dentro da competência do sistema da ONU e fora da competência do COI.” disse o mesmo COI, que em 2022, puniu a Rússia e Belarus por descumprir a trégua olímpica atacando a Ucrânia após os jogos de inverno.
No fim, a entidade pediu que os países-membros ajudem os seus atletas classificados para os Jogos paralímpicos de inverno em Milão-Cortina, a chegarem com segurança para disputa dos Jogos. Nenhuma menção aos países envolvidos no conflito (Estados Unidos, Israel e Irã) foi feita.










