Equipe está em Kuala Lumpur aguardando voo de volta para o Irã
A polícia australiana ajudou mais duas integrantes da delegação iraniana de futebol feminino a escaparem de seus acompanhantes para solicitar asilo, mas uma delas mudou de ideia e decidiu retornar ao Irã, informou o ministro do Interior do país nesta quarta-feira.
A preocupação com a segurança das jogadoras após seu retorno aumentou depois que a televisão estatal iraniana classificou a equipe como “traidoras em tempos de guerra” por se recusarem a cantar o hino nacional durante uma partida da Copa da Ásia Feminina na Austrália, no início deste mês.
O ministro do Interior, Tony Burke, anunciou no parlamento que a atacante Mohaddeseh Zolfi, de 21 anos, e a auxiliar técnica Zahra Soltan Moshkehkar aceitaram a oferta pública de ajuda do governo na noite de terça-feira, após cinco jogadoras da equipe terem recebido asilo no dia anterior.
Mas “uma das duas que havia decidido ficar na noite passada conversou com algumas das companheiras que partiram e mudou de ideia”, disse Burke, sem especificar quem havia decidido retornar ao Irã.
“Na Austrália, as pessoas podem mudar de ideia, podem viajar. Portanto, respeitamos o contexto em que ela tomou essa decisão.”
Burke disse que o restante das jogadoras foi transferido para um local seguro depois que a integrante que mudou de ideia contatou a embaixada iraniana, revelando sua localização.
Zolfi e Moshkehkar foram separadas do restante da equipe com o auxílio da Polícia Federal Australiana antes de embarcarem em um voo doméstico para Sydney.
Antes de deixarem o país, as autoridades australianas separaram o restante da equipe de seus acompanhantes iranianos no aeroporto de Sydney e informaram-nas sobre suas opções antes de partirem da Austrália. Todas as que conseguiram chegar ao aeroporto optaram por retornar ao Irã.
“Garantimos que não houvesse pressa, nem pressão. Tudo visava assegurar a dignidade dessas pessoas para que pudessem fazer sua própria escolha”, disse Burke durante uma coletiva de imprensa em Canberra.










