Os dois países sofreram restrições desde a invasão da Ucrânia pela Rússia
A World Aquatics anunciou na segunda-feira (13) que retirou a proibição de atletas de Rússia e Belarus de competirem sob suas proprias bandeiras.
A decisão da Federação representa uma grande mudança na forma como um esporte fundamental trata a Rússia antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028 e provocou condenação por parte da Ucrânia.
A federação havia excluído Rússia e Belarus de seus eventos, como o Campeonato Mundial, após a invasão russa da Ucrânia em 2022, permitindo a participação limitada como neutros um ano depois e flexibilizando ainda mais as regras desde então.
“Atletas com nacionalidade esportiva bielorrussa ou russa poderão competir em eventos da World Aquatics da mesma forma que seus colegas representando outras nacionalidades esportivas, com seus respectivos uniformes, bandeiras e hinos”, afirmou a Federação em um comunicado. Anteriormente, a federação já havia flexibilizado as regras para atletas juniores.
O presidente da World Aquatics, Husain Al Musallam, acrescentou: “Estamos determinados a garantir que piscinas e águas abertas continuem sendo locais onde atletas de todas as nações possam se reunir em competições pacíficas”.
Ucrânia condena a decisão
A Federação Internacional de Esportes Aquáticos não é a primeira entidade esportiva a reintegrar a Rússia integralmente — o judô o fez em novembro e o taekwondo em janeiro —, mas é de longe a maior.
O ministro russo dos Esportes, Mikhail Degtyaryov, agradeceu a Al Musallam “por sua firme posição sobre esta questão” e disse que eles discutiram o assunto juntos em janeiro.
“É muito importante que o diálogo esportivo internacional esteja dando frutos e possibilite a restauração ordenada dos laços esportivos”, escreveu Degtyaryov, que também preside o Comitê Olímpico Russo, no aplicativo de mídia social Max.
O ministro da Juventude e Esportes da Ucrânia, Matvii Bidnyi, condenou a decisão.
“O esporte deve se unir em torno de regras justas e respeito à vida. Devolver a bandeira a um país que desrespeita e destrói sistematicamente essas regras é um alerta para toda a comunidade esportiva”, disse Bidnyi. “Hoje, nossos atletas estão treinando sob fogo, e nesse contexto, qualquer conversa sobre ‘neutralidade’ ou a devolução dos símbolos do agressor parece vergonhosa e distante da realidade.”









