De onze testemunhas ouvidas, três confirmaram os insultos racistas vindos de Fonseca a um torcedor colorado
A executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, foi indiciada nesta quarta-feira (15) pela Polícia Civil gaúcha pela prática do crime de injúria racial a um torcedor do Internacional, ao final do clássico Gre-Nal no SESC Protásio Alves, pelo Campeonato Brasileiro Feminino.
Investigações foram feitas pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) e ao todo, foram ouvidas onze testemunhas, sendo que destas onze, foram ouvidas a vítima e quem estava indiciada. Das onze pessoas ouvidas, três confirmaram que ouviram as ofensas racistas vindas de Fonseca. As imagens das câmeras de segurança até chegaram a ser utilizadas, mas o que se viu não era tão conclusivo assim.
Fonseca foi indiciada através do Art. 2°-A da Lei 7.716/89, que diz: injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Segundo a lei n° 14.532, do ano de 2023, a pena pode ser aumentada de metade se o crime for cometido mediante concurso de duas ou mais pessoas. De um modo geral, a pena pode ir de reclusão de 2 a 5 anos aliada a multa.
Na segunda-feira (13), o Surto Olímpico noticiou que Bárbara e o Grêmio haviam sido indiciados pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com ambas as partes sendo enquadradas no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
Bárbara pode pegar até 360 dias (12 meses) de suspensão. A pasta também havia solicitado que a dirigente fosse suspensa preventivamente até que o mérito da denúncia fosse julgado, dada a gravidade.









