36 atletas do Brasil estarão na disputa
A Seleção Brasileira de atletismo viaja neste sábado, 18, para Rabat, no Marrocos, onde disputará a próxima etapa do Grand Prix da modalidade, de 23 a 25 de abril.
A delegação brasileira tem 61 representantes, sendo 36 atletas, quatro atletas-guias, 15 oficiais (incluindo comissão técnica, chefe de missão e oficial administrativo), e seis profissionais da equipe médica.
O grupo conta tanto com campeões paralímpicos e mundiais como também com jovens promessas da modalidade estreando em competições internacionais para adultos.
Entre os esportistas consagrados a caminho do Grand Prix estão o paraibano Petrúcio Ferreira, da classe T47 (limitação físico-motora nos membros superiores), tricampeão paralímpico (Paris 2024, Tóquio 2020 e Rio 2016) nos 100m; a acreana Jerusa Geber, atual campeã paralímpica (Paris 2024) e Mundial (Nova Déli 2025) nos 100m e nos 200m para a classe T11 (cegos); e a paulista Beth Gomes, da classe F53 (cadeirantes), bicampeã paralímpica do lançamento de disco (Tóquio 2020 e Paris 2024).
Outra participante da missão, a amapaense Wanna Brito contou que competir no Marrocos será especial, já que foi neste país que ela competiu internacionalmente pela primeira vez.
“Estou ansiosa para voltar. Foi ali que o mundo conheceu a Wanna Brito, em uma etapa do Grand Prix como esta. É gratificante competir ali agora, depois de tudo o que aconteceu”, disse a atleta, que conquistou o ouro no arremesso de peso e a prata no lançamento de club no Grand Prix realizado em Marrakesh, em 2023. Mais tarde, a atleta se tornaria bicampeã mundial (Kobe 2024 e Nova Déli 2025) e medalhista de prata paralímpica (Paris 2024) no arremesso de peso.
No grupo dos atletas que, como Wanna há três anos, farão sua estreia em competições junto à Seleção Brasileira principal, estão duas campeãs do Parapan de Jovens de Santiago 2025, no Chile: a sul-mato-grossense Ana Beatriz Magalhães, vencedora do lançamento de dardo da classe F38 (paralisia cerebral), e a paulista Maria Clara Araújo, ouro nos 100m e nos 200m para a classe T35 (paralisia cerebral).
Em 2025, o Brasil obteve sua melhor campanha na história em um Mundial de atletismo. Em Nova Déli, na Índia, o país atingiu a primeira colocação no quadro de medalhas com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes.









