A Federação de Esqui e Snowboard tentou assumir o surfe olímpico dos Estados Unidos
USA Surfing retomou o controle da modalidade olímpica após o reconhecimento pelo Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC).
A federação foi reconhecida na quarta-feira como o órgão regulador nacional, após avaliação de sua estabilidade financeira e nova liderança, encerrando anos de disputas às vésperas dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Após anos de tensões, auditorias negativas e disputas no esporte americano, o USOPC decidiu confirmar a USA Surfing como a federação oficial da modalidade, restaurando seu controle após um processo que chegou a levar à sua descredenciação em 2021.
A medida, que entrará em vigor em 1º de junho, marca a restauração da governança do surfe nos Estados Unidos antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, onde se espera que o esporte assuma um papel de destaque em solo americano.
Segundo o presidente do USOPC, Gene Sykes, “a nova liderança e a nova abordagem da USA Surfing tornaram este momento possível”, destacando a mudança institucional que ajudou a reconstruir a confiança dentro do sistema olímpico.
A disputa se intensificou nos últimos anos, colocando a USA Surfing contra a US Ski and Snowboard, que buscava assumir o controle do surfe olímpico argumentando que possuía maior experiência organizacional e vínculos mais fortes com o alto rendimento.
A disputa se intensificou nos últimos anos, colocando a USA Surfing contra a US Ski and Snowboard, que buscava assumir o controle do surfe olímpico argumentando ter maior experiência organizacional e vínculos mais fortes com o alto rendimento.
O conflito envolveu tensões públicas, divergências estratégicas e acusações mútuas que expuseram um vácuo de liderança no esporte. A USA Surfing concordou voluntariamente com sua descredenciação em dezembro de 2021, após uma auditoria do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA (USOPC) que identificou “numerosas constatações negativas” relacionadas à sua situação financeira.
A decisão inaugurou um período de reconstrução institucional que incluiu mudanças na liderança, ajustes estruturais e, crucialmente, a obtenção de uma doação multimilionária que garantiu a estabilidade financeira. Esse apoio financeiro provou ser decisivo para mudar a percepção do órgão olímpico, que agora considera a federação capaz de liderar o desenvolvimento do surfe de alto rendimento no país.
A desistência, em novembro passado, da candidatura dos EUA para os Jogos Olímpicos de Inverno de Los Angeles (US Ski and Snowboard) abriu caminho para o desfecho da disputa, após a organização criticar o tom da controvérsia e denunciar “ataques públicos e ameaças legais infundadas” por parte da outra entidade. Além da batalha institucional, o resultado também contou com o apoio de todo o ecossistema do surfe. De atletas olímpicos a estruturas profissionais e órgãos internacionais, uma visão compartilhada começou a se formar em relação aos rumos do esporte.
O anúncio do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA (USOPC) não apenas encerra um período de incerteza, como também redefine o equilíbrio de poder no surfe americano em um momento crucial. Com os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 no horizonte, o desafio agora será traduzir essa estabilidade institucional em resultados esportivos e consolidação estrutural.
Com a disputa resolvida e uma nova base organizacional estabelecida, o esporte se reposiciona claramente dentro do sistema olímpico, deixando para trás um período turbulento e focando em competir e consolidar seu lugar no cenário global.









