Esquiva Falcão revelou venda da medalha de prata conquistada em Londres 2012 para construir sua própria academia de boxe
O boxeador Esquiva Falcão revelou em entrevista ao globoesporte.com que vendeu sua medalha de prata, conquistada nas olimpíadas de Londres 2012. Ele afirma que a venda da medalha não se dá por problemas financeiros, mas sim, para realização do sonho de ter sua própria academia de boxe:
“Eu não vendi a medalha por dívida financeira. Dívida todo mundo tem, né? Um pai de família com três crianças tem dívida. Mas esse não foi o motivo da venda da medalha. Hoje eu tenho uma reserva, não é muito, mas eu tenho. Um dos motivos pelos quais eu vendi a medalha foi porque eu quero abrir a minha própria academia. Hoje eu tenho uma, mas o lugar é alugado. Além disso, quero dar uma vida melhor para os meus filhos. Esse é um dos grandes motivos, e quero deixar bem claro também: ninguém vende a medalha porque quer, sempre existe um motivo” disse ao ge.globo
Esquiva, que já chegou a colocar a medalha à venda durante a pandemia pelo valor de 50 mil dólares, mas mudou de ideia após receber aporte de patrocinadores, revelou que recebeu a proposta de um colecionador via redes sociais e partir dali, passou por um período de reflexão para saber se vendia ou não seu bem tão precioso:
“Vi todo o filme passar pela minha cabeça, tudo o que eu conquistei. Meu pensamento me levou lá em 2012, em Londres, quando eu conquistei a medalha olímpica. Eu olhei para ela e falei: estou com ela já há quase 14 anos. O Brasil não valoriza, a medalha fica guardada 10, 20, 30, 40, 50, 60 anos, e a minha história nunca vai ser apagada. Eu vou morrer e minha história não vai ser apagada.”
Esquiva conta que o nome do comprador e o valor da venda não podem ser revelados por conta de uma cláusula de confidencialidade, mas destacou que o montante será suficiente para a realização do desejo de ter sua própria academia. Mas mesmo após o acordo já firmado, Esquiva revelou não estar feliz com a venda:
“Eu não estou feliz, porque é muito triste um atleta olímpico vender a medalha. Eu ainda não entreguei a medalha e já pensei várias vezes em voltar atrás, mas eu dei a minha palavra. Sou um homem de palavra, mesmo arrependido.” disse Esquiva, que complementou: “Eu sempre falo: eu vendi a medalha, mas não vendi a minha história. Eu continuo sendo um medalhista olímpico. A medalha é um símbolo, mas a minha história vale muito mais”









