Boxeador vende medalha olímpica para realizar sonho de ter academia

Esquiva Falcão revelou venda da medalha de prata conquistada em Londres 2012 para construir sua própria academia de boxe

Wander Roberto/AGIF/COB
Wander Roberto/AGIF/COB

O boxeador Esquiva Falcão revelou em entrevista ao globoesporte.com que vendeu sua medalha de prata, conquistada nas olimpíadas de Londres 2012. Ele afirma que a venda da medalha não se dá por problemas financeiros, mas sim, para realização do sonho de ter sua própria academia de boxe:

“Eu não vendi a medalha por dívida financeira. Dívida todo mundo tem, né? Um pai de família com três crianças tem dívida. Mas esse não foi o motivo da venda da medalha. Hoje eu tenho uma reserva, não é muito, mas eu tenho. Um dos motivos pelos quais eu vendi a medalha foi porque eu quero abrir a minha própria academia. Hoje eu tenho uma, mas o lugar é alugado. Além disso, quero dar uma vida melhor para os meus filhos. Esse é um dos grandes motivos, e quero deixar bem claro também: ninguém vende a medalha porque quer, sempre existe um motivo” disse ao ge.globo

Esquiva, que já chegou a colocar a medalha à venda durante a pandemia pelo valor de 50 mil dólares, mas mudou de ideia após receber aporte de patrocinadores, revelou que recebeu a proposta de um colecionador via redes sociais e partir dali, passou por um período de reflexão para saber se vendia ou não seu bem tão precioso:

“Vi todo o filme passar pela minha cabeça, tudo o que eu conquistei. Meu pensamento me levou lá em 2012, em Londres, quando eu conquistei a medalha olímpica. Eu olhei para ela e falei: estou com ela já há quase 14 anos. O Brasil não valoriza, a medalha fica guardada 10, 20, 30, 40, 50, 60 anos, e a minha história nunca vai ser apagada. Eu vou morrer e minha história não vai ser apagada.”

Esquiva conta que o nome do comprador e o valor da venda não podem ser revelados por conta de uma cláusula de confidencialidade, mas destacou que o montante será suficiente para a realização do desejo de ter sua própria academia. Mas mesmo após o acordo já firmado, Esquiva revelou não estar feliz com a venda:

“Eu não estou feliz, porque é muito triste um atleta olímpico vender a medalha. Eu ainda não entreguei a medalha e já pensei várias vezes em voltar atrás, mas eu dei a minha palavra. Sou um homem de palavra, mesmo arrependido.” disse Esquiva, que complementou: “Eu sempre falo: eu vendi a medalha, mas não vendi a minha história. Eu continuo sendo um medalhista olímpico. A medalha é um símbolo, mas a minha história vale muito mais”

Marcos Antonio

Marcos Antonio

Pai, Carioca, 40 anos, profissional de TI e cursando jornalismo. Um Fã de basquete e de todos os esportes olímpicos (e alguns não olímpicos também) que faz um trabalho de formiguinha para que todos eles tenham seu espaço. No Surto Olímpico desde 2012.
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