A quinta-feira foi marcado por 17 medalhas de ouro.
Em sua primeira competição internacional do ano, a Seleção Brasileira de Atletismo Paralímpico participa do Grand Prix de Atletismo de Rabat, no Marrocos. O evento, que acontece entre os dias 23 e 25 de abril, conta com a participação de 31 atletas brasileiros. E o primeiro dia já chegou surpreendendo. O Brasil conquistou 17 medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze, além de bater o recorde das Américas na prova dos 100 metros T35 (paralisia cerebral).
A responsável pelo novo recorde americano é Maria Clara Araújo, estreante nas categorias adultas com 15 anos, que alcançou a marca de 14s61, conquistando o ouro na categoria. A prata desta prova também foi para o Brasil, com Verônica Hipólito, que alcançou 15s03.
Os campeões paralímpicos Petrúcio Ferreira e Jerusa Geber também alcançaram o ponto mais alto do pódio em suas determinadas categorias. Ferreira conquistou o ouro nos 100 metros da classe T47 (comprometimento em membros superiores), dividindo o pódio com Thomaz Ruan, que levou a prata. Já Geber venceu a prova de 100 metros da classe T11 (cegos).
A paulista Beth Gomes, da classe F53 (cadeirantes), conquistou o ouro com a marca de 7,22 metros no arremesso, em uma prova que contou com atletas da classe F54 e F55 (com limitações físico-motora menores do que a dela). Sua conterrânea Zileide Cassiano também subiu ao ponto mais alto do pódio na prova de salto em distância para a classe T20 (deficiência intelectual). Já no lançamento de club da classe F32 (lesões encefálicas) o país conquistou o ouro, com Giovanna Boscolo, e a prata, com Wanna Brito.
Nos 100 metros femininos da classe T47 (limitações em membros superiores), Maria Clara Augusto foi ouro com a marca de 12s53. Já na classe T38 (paralisia cerebral) o ouro veio com Hentony Carvalho, que alcançou 11s05. Enquanto isso, na classe T37 (paralisia cerebral), a conquista foi com 11s36 para Christian Gabriel.
Ainda entre as competições do primeiro dia, o Brasil conquistou o ouro no arremesso de peso da classe F37 (paralisia cerebral) com o atleta João Vitor Diamantina Vieira. Em disputa envolvendo as classes T14 (baixa visão) e T20 (deficiência intelectual), Paulo Henrique dos Santos levou o ouro após conquistar 892 pontos e atingir 6,83 metros.
Na disputa dos 100 metros das classes T63 e T64 (atletas com próteses em membros inferiores), o atleta Vinicius Rodrigues conquistou o primeiro lugar com 12s75. Na mesma prova na classe de T13 (baixa visão) o Brasil levou o ouro no feminino e masculino com Rayane Soares e Fabrício Ferreira, respectivamente. Nos 100 metros da classe T44 (lesões em membros inferiores), a vitória veio com Matheus de Lima, que completou em 11s05. Na mesma distância na classe T12 (baixa visão) as atletas brasileiras Clara Daniele e Lorraine Aguiar conquistaram o primeiro e segundo lugar, respectivamente.
O Brasil ainda conquistou a medalha de ouro com Cícero Nobre (lançamento de dardo), com a distância de 47,35 metros. No arremesso de peso, com a marca de 16,35 metros, o país foi medalha de prata com Caio Vinícius da Silva Pereira. Já no lançamento de disco da classe F38, Ana Beatriz Magalhãs Dias foi bronze com 28,23 metros.
O país, que já conquistou mais medalhas de ouro do que em sua última campanha internacional (no Mundial de Nova Déli em 2025), continua na competição por mais dois dias. O Grand Prix de Atletismo de Rabat, no Marrocos, segue nesta sexta-feira (24) e no sábado (25) com chances de medalhas para o Brasil.









