Caxias reage, vence o Brasília e força o jogo 4 nas oitavas de final do NBB

Equipe gaúcha resiste na série com boas atuações ofensivas de Shamell e Augusto e leva a definição para a capital federal

Caxias reage, vence o Brasília e força o jogo 4 nas oitavas de final do NBB
Caxias teve bom desempenho defensivo e está vivo na série contra o Brasília (Foto: reprodução/NBB))

Em partida equilibrada e decidida no fim, o Caxias do Sul reagiu na série ao vencer em casa o Caixa/Brasília por 66 a 63 nesta segunda-feira (27), no ginásio do Sesi, diminuiu a desvantagem para 2 a 1 e manteve-se vivo nas oitavas de final do NBB. O quarto jogo será disputado na quinta-feira (30), na Arena BRB Nilson Nelson, na capital federal.

Apesar do revés, o Brasília ainda depende de apenas uma vitória para garantir vaga nas quartas de final. O Caxias, por sua vez, precisa vencer duas vezes fora de casa para reverter a série e avançar.

Destaques

Decisivo como de costume ao longo da carreira, Shamell foi o cestinha da partida, com 19 pontos. Fundamental para a vitória caxiense, o armador Augusto teve atuação decisiva ao anotar 14 pontos no último quarto e 18 no total.

Crescenzi marcou 15 e foi o maior pontuador de Brasília.

O jogo

Aproveitando uma formação com jogadores mais altos e fortes, o Brasília iniciou a partida de forma agressiva no garrafão, procurando pontuar no poste baixo e abriu 8 a 0 em três minutos. No entanto, o pivô Brunão rapidamente cometeu duas faltas, foi para o banco e a produção ofensiva brasiliense decaiu. Aproveitando a oscilação do oponente, o Caxias despertou. Ao contrário do frio da Serra Gaúcha, cuja temperatura beirava a casa dos 10°, Shamell estava com a mão quente e comandou a reação ao anotar oito pontos. O time anfitrião virou o marcador, mas Von Haydin guardou um arremesso disparado do cotovelo do garrafão, no estouro do cronômetro, e igualou o primeiro quarto em 20.

O período seguinte foi marcado pelo domínio das defesas e ineficácia dos ataques. Para ilustrar, o mau momento teve direito a um “air ball” num chute de três do armador Fabrizzio, do Caxias, e um erro de bandeja de Corvalan, de Brasília. Em cinco minutos, o conjunto brasiliense converteu duas cestas de quadra (25 a 20), enquanto o adversário estava zerado. Caminhando para o fim do primeiro tempo, o aproveitamento das equipes, que juntas acertaram apenas oito de 34 arremessos nesta segunda parcial, teve uma ligeira melhora. Novamente no estouro do cronômetro, o Brasília pontuou — desta vez com Crescenzi — e foi para o intervalo vencendo por 31 a 28.

Mantendo a força defensiva, o Caxias desta vez voltou do vestiário de forma arrasadora no ataque, com transições rápidas pegando a defesa adversária desajustada. Em pouco mais de dois minutos, anotou mais pontos que o quarto anterior ao fazer uma corrida de 9 a 0. Em apuros, os visitantes recorreram aos chutes de perímetro e a estratégia deu certo. Com duas bolas triplas de Crescenzi e uma do pivô Paulichi, empataram o placar em 48 e a definição do jogo ficou para o último quarto.

O começo do período derradeiro teve uma inversão de papéis. Quem se aproveitou dos arremessos de longa distância foi o Caxias, principalmente com Augusto. O armador converteu três em quatro chutes do perímetro e anotou todos os 11 pontos da equipe em seis minutos. Crescenzi e Paulichi se mantiveram como os principais nomes do ataque brasiliense, ainda assim o conjunto seguia desperdiçando arremessos. Além disso, perdeu a batalha dos rebotes nos minutos finais. A alta intensidade do Caxias nas sobras gerou posses de bola importantes para a manutenção da vantagem. Von Haydin deu esperanças a Brasília com uma bola tripla a 30 segundos do fim, porém desperdiçou um lance livre e o último arremesso do jogo, confirmando a vitória gaúcha por 66 a 63.

Thiago Chaguri

Thiago Chaguri

Jornalista apaixonado pelas emoções, histórias e diversidades estratégicas que os esportes proporcionam. Teve passagem pelo veículo Torcedores e está no Surto Olímpico desde março de 2025.
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