Ginasta revela que se focar em um aparelho apenas não fez para sua cabeça e vai trabalhar duro pela equipe
Aos 32 anos, Arthur Nory vem com uma nova mentalidade. Após um ciclo olímpico especialista de um só aparelho – a barra fixa – o ginasta optou por treinar mais aparelhos para ajudar a seleção masculina a voltar a se classificar para uma olimpíada:
“Acho que é um ano aí de foco total e de foco total eu digo por equipes porque a gente quer muito classificar para o olimpíada com uma equipe completa.(…) Quando voltei (da Olimpíada)de Paris vi que é muito triste não estar com uma equipe completa. Então agora todo o meu foco é para isso.” disse Nory em entrevista exclusiva para o Surto Olímpico durante o CBC & Clubes Expo.
Arthur detalhou um pouco de como será a sua temporada, que culminará na primeira tentativa de classificação para os Jogos olímpicos, pelo o mundial da modalidade: “Agora o primeiro teste vai ser agora no Troféu Brasil entre 9 e 10 de maio. E aí depois tem o Pan americano no Rio e aí começa toda a jornada, acho que é o mundial, objetivo principal. É estar bem fisicamente, e saber o que eu preciso fazer para poder ajudar a equipe.”
E para ajudar a equipe brasileira, Nory vai competir em mais aparelhos. Não a ponto de ser generalista como Caio Souza, mas com a quantidade necessária para aumentar a pontuação do Brasil nas competições: “Agora eu tô fazendo quatro aparelhos, que é o solo, salto, (barras) paralelas e barra (fixa). (individual geral) Acho que por agora não dá, Precisa de mais treino…Mas então estou com esse tipo de pensamento cuidando muito do corpo agora, eu tô focado realmente nesses aparelhos para poder ajudar a equipe, tanto do Pinheiros, quanto do Brasil.”
Nory também explicou que o aumento de aparelhos não foi só para ajudar a equipe. Ele admite que se for em apenas um aparelho não fez muito bem para a sua cabeça:
“Tava com uma série muito boa competitiva, mas ter que se focar só em um aparelho, acho que para minha cabeça não fez muito bem. Então por isso que agora eu tô focando em mais aparelhos. Meu pensamento tá para agregar, para ajudar a equipe. Também tô treinando paralelamente uma série competitiva de barra fixa, mas acho que agora é esse o meu pensamento, é poder estar bem fisicamente, bem psicologicamente e aí eu tô trabalhando, trabalhando bastante nisso, porque eu acho que a mais importante é uma vaga para cinco pessoas na olimpíada.”
Com a homenagem do Pinheiros aos seus medalhistas olímpicos, a sua roupa usada na Rio 2016 estava no stand do clube na CBC & Clubes Expo. E as lembranças de sua medalha, que completa 10 anos em 2026?
“Não tem nem o que dizer. Eu olhei ali porque eles (Pinheiros) pediram para a gente entregar o uniforme para fazer exposição. E quando olhei lembrei na hora até do número das costas que eu tava vestindo na final. É muito emocionante, é muito bom poder lembrar do desse feito histórico, né? Faz 10 anos, mas parece que foi ontem. Esse ano, eles abriram uma treding de 10 anos atrás e sempre me passam as lembranças de 2016, eu acho que foi um momento marcante assim para mim e para um monte de gente aí que torce para a ginástica”
E Los Angeles, se vier uma medalha repetida, vai ser comemorada igual? “Ah, com certeza! (risos) Medalha olímpica é sempre bom repetir e tô em busca de mais uma, mais uma medalha que é o clímax, assim, é tudo que você passa é a cerejinha do bolo, assim. O processo é tão importante quanto, o resultado, então acho que se consagrar como um medalhista olímpico, não tem tem nem o que dizer.”









