Federação Europeia de Ginástica adia deliberação sobre retorno de Rússia e Belarus as competições

Decisão ficou para agosto

Foto: Simone Ferraro
Foto: Simone Ferraro

A entidade dirigente continental adiou oficialmente sua decisão sobre a readmissão plena de atletas da Rússia e da Belarus citando a necessidade imperativa de mais tempo para avaliar o complexo cenário regional na Europa.

Na segunda-feira (29/06), a European Gymnastics (entidade que rege a ginástica na Europa) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária virtual para discutir a situação dos competidores russos e bielorrussos enquanto perdura a guerra na Ucrânia. No entanto, a assembleia decidiu adiar a terceira reunião virtual para uma data não posterior a 3 de agosto de 2026. Os dirigentes concluíram que é necessário mais tempo para analisar minuciosamente a situação continental, que está em constante evolução e profundamente fragmentada.

Essa cautela decorre da decisão tomada pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) em 18 de maio, que suspendeu todas as restrições restantes impostas aos atletas de ambos os países. Após essa medida — que permitiu a ginastas russos e bielorrussos competirem com símbolos nacionais no recente Campeonato Europeu —, surgiu uma forte resistência internacional, e foi apresentado um pedido formal à European Gymnastics exigindo a proibição de símbolos nacionais russos e bielorrussos em todos os eventos internacionais.

Liderado e enviado pela Federação Alemã de Ginástica, o apelo conjunto foi assinado por representantes da Alemanha, Áustria, Estônia, Grã-Bretanha, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Países Baixos e Suíça.

A petição argumenta que a decisão de maio de suspender as sanções foi precipitada, visando acomodar o então iminente Campeonato Europeu de Ginástica Rítmica, na Bulgária. Com o encerramento desse evento, os autores afirmam haver tempo suficiente para um debate mais ponderado, que leve plenamente em consideração os argumentos apresentados pela federação ucraniana.

Além disso, os signatários exigem o restabelecimento da proibição de bandeiras e hinos russos em todas as competições europeias, insistindo que esses competidores voltem a ser designados sob a sigla neutra “AIN” (Atleta Individual Neutro), tal como ocorreu em fevereiro de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os desafios práticos de implementar essa diretriz global em nível europeu foram evidenciados poucos dias antes, durante a etapa final da Copa do Mundo de Desafio (World Challenge Cup) de Ginástica Rítmica. Realizado na cidade romena de Cluj-Napoca, entre 26 e 28 de junho, o torneio foi marcado por uma controvérsia diplomática.

O prefeito de Cluj-Napoca anunciou publicamente que não permitiria a exibição da bandeira russa nem a execução do hino nacional russo na cidade. Consequentemente, a seleção russa retirou-se completamente do evento.

Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo.Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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