Seleção brasileira de vôlei feminino perde em sets seguidos para a equipe americana
A seleção brasileira de vôlei feminino perdeu nessa madrugada de domingo (12/07), no Japão, para a equipe americana pela terceira semana classificatória da Liga das Nações. As norte-americanas obtiveram um resultado de 3×0 com parciais de 26×24, 25×22 e 25×16. A semana foi decisiva para garantir as vagas para a fase final, a qual, o Brasil conseguiu conquistar após o jogo contra as polonesas.
O time veio com a escalação titular composta por Ana Cristina , Helena , Diana , Julia Kudiess, Roberta , Julia Bergmann e Marcelle. Além disso, a partida tem menos de 24h desde a última contra a Tailândia, a qual, o resultado foi uma derrota inesperada de 3×0 das brasileiras, com o time reserva em quadra sofrendo muito na recepção.
Ademais, a seleção brasileira entrou em quadra buscando assumir a liderança da fase classificatória da Liga das Nações. No início da partida, o Brasil ocupava a terceira colocação, com 26 pontos, empatado com Estados Unidos e Itália, ficando atrás apenas pelo saldo de sets. Apesar da importância do resultado, a equipe antes de perder também dependia do confronto entre Itália e China que será disputado as 9h deste domingo, o que confirmaria pa posição. Agora, as americanas finalizarão a classificação em primeiro lugar, independente dos resultados italianos, assim, muito provavelmente o Brasil deve encontrar as europeias em uma possível semifinal.
O jogo
O primeiro set começou com o Brasil abrindo o placar em um bloqueio sobre Thompson. A seleção brasileira apresentou um excelente volume de jogo, com defesas consistentes que geraram boas oportunidades de contra-ataque, além de um bloqueio bem encaixado e um saque eficiente, fatores que garantiram a vantagem durante boa parte da parcial. A partir da metade do set, no entanto, os Estados Unidos cresceram na partida, empataram e assumiram a liderança, impulsionados principalmente pelas viradas de bola de Skinner e Thompson. Pelo lado brasileiro, Ana Cristina foi decisiva para manter a equipe viva ofensivamente, sendo a principal responsável pelas viradas de bola. Na reta final, o Brasil voltou a igualar o placar com a ajuda de Rosa e, mais uma vez, contou com a ponteira Ana para resolver os ataques. Após um erro brasileiro e um desafio solicitado pela equipe, o set foi decidido nos detalhes e se estendeu até os pontos extras. Na sequência final, Eggleston marcou para as norte-americanas e, logo depois, um erro de passe de Marcelle deu aos Estados Unidos a oportunidade de fechar a parcial em 26×24.
O segundo set começou com o primeiro ponto dos EUA, finalizado pela ponteira Skinner. Logo nos primeiros lances, Julia Kudiess sofreu uma queda ao pisar no pé de Ana Cristina durante um bloqueio, sentiu o tornozelo e precisou deixar a partida, dando lugar a Lorena. A equipe norte-americana passou a dificultar as ações ofensivas do Brasil com um sistema de bloqueio eficiente, mas as brasileiras reagiram rapidamente, assumindo a vantagem graças ao bom trabalho defensivo e à distribuição de bolas. Com as brasileiras perdendo a vantagem, Natinha entrou em quadra no lugar da Marcelle para reforçar o sistema defensivo. Após isso, o técnico Zé Roberto fez uma troca simples de levantadoras, trazendo a Macris para a quadra na reta final da parcial, que terminou em 25×22 para os Estados Unidos após um erro da seleção brasileira.
No início da terceira parcial, a seleção brasileira abriu o placar e promoveu mudanças na equipe, com Luzia assumindo a titularidade no lugar de Lorena, enquanto Natinha foi a única atleta mantida entre as alterações realizadas anteriormente. Dessa forma, o set começou equilibrado, com as duas equipes trocando pontos durante boa parte da parcial. Ana Cristina seguiu sendo o principal destaque ofensivo do Brasil, convertendo diversos ataques e mantendo a seleção próxima no placar. Entretanto, a partir da metade do set, as norte-americanas passaram a marcar com mais eficiência a ponteira brasileira, dificultando as viradas de bola e abrindo uma vantagem de nove pontos. Sem conseguir reagir, o Brasil viu os Estados Unidos administrarem a diferença até o fim da parcial, finalizada em 25×16 com um ataque da ponteira Skinner.
A maior pontuadora da partida foi a ponteira norte-americana Skinner, com 21 pontos, sendo 3 de bloqueio. Do lado brasileiro, o destaque ficou com a ponteira Ana Cristina, que anotou 18 pontos, incluindo 1 de bloqueio.








