Nadadora projetou temporada de 2026 com maratona aquática na Europa e busca por vaga para o Brasil
A nadadora de águas abertas Ana Marcela Cunha comentou os próximos passos da carreira, falou sobre o desafio de 34 km do Canal da Mancha e analisou a temporada abaixo do esperado, em entrevista para a imprensa durante o Prêmio Brasil Olímpico. Ana definiu a classificação da equipe brasileira para os Jogos Pan-Americanos de Lima-2027, no Peru, como o objetivo principal da próxima temporada.
O primeiro ano do ciclo olímpico para Los Angeles-2028, nos EUA, de Ana Marcela Cunha foi aquém do esperado pela campeã olímpica. A nadadora obteve o sexto lugar como melhor colocação nos 10 km, conquistado no Mundial de Esportes Aquáticos, na Singapura, e a oitava colocação nos 5 km, no mesmo evento. Nas provas de 4×1.500m mista e 3km knockout sprint, Cunha foi quarta na prova de equipe na Copa do Mundo do Egito e quinta na disputa eliminatória na Copa do Mundo da Itália.
A brasileira analisou o desempenho e se cobrou, mas já projeta aprendizados e crescimento, “eu sou muito sincera, eu acho que não foi um ano bom, mas ao mesmo tempo, acho que foi um ano que eu aprendi muito, cresci muito como atleta, como ser humano e como pessoa. Minha esposa, minha família, minha psicóloga, técnico, todo mundo trabalhou para que a minha cabeça e meu corpo tivesse mais forte. É óbvio que o atleta vive de resultado, sabemos que não foi um ano tão bom, mas a gente segue aí para que ano que vem seja um pouco melhor do que esse ano.”
O objetivo da temporada 2026 de Ana Marcela Cunha será a vaga para os Jogos Pan-Americanos 2027 de Lima, no Peru, como informou a nadadora, “eu não tô pensando agora em Los Angeles. Eu acho que eu já tenho 18 anos no alto rendimento em campeonatos mundiais, então é bastante tempo (risos). Então eu tenho tentado ir ano a ano. Meu objetivo ano que vem, eu acho que é garantir a vaga para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos. E aí, se eu quiser depois e tal ir pros Jogos Pan-Americanos ano de 2027, e de repente ver como é que vai ser chegar para uma classificatória olímpica, me classificar ou não, eu acho que é próximo e ao mesmo tempo longe.”
Além da busca da vaga pan-americana, o Mundial e as etapas da Copa do Mundo de águas abertas, Ana Marcela Cunha vai nadar o trecho do Canal da Mancha entre França e Inglaterra com 34 km programados para a travessia. A brasileira deu uma prévia da aventura, mas afirma que é “manter o que a gente faz”.
“Olha, a gente tá terminando esse ano, a gente tá começando a dar uma descansada agora. E aí, ano que vem a gente tem que começar o objetivo do canal da Mancha (que) vai ser nos últimos 10 dias de julho. Mas até lá tem bastante coisa, eu acho que a gente tá bem tranquilo com essa questão da preparação. Quando a gente já treina para os 10 km, não tem necessidade de aumentar tanto o volume, pelo que a gente já treina, até porque isso poderia causar algum tipo de lesão ou até o desgaste absurdo. Então, é manter o que a gente faz. Já nadei outras provas de 25, 32, 34 (km). Então, essa, posso falar assim, é mais uma prova que a gente vai vai estar se preparando.”
Olhando para o futuro, Ana Marcela Cunha terá o grande legado de ouro olímpico e heptamundial seguido por grande legião de jovens nadadores como Matheus Mellechi, Luiz Felipe Loureiro e Leonardo Brandt, entre os homens, e Lizian Sobral, Cibele Jungblut e Isabela Scopel, no naipe feminino. Sobre o futuro do esporte, Cunha comentou como vem sendo o trabalho de fomentar a evolução junto a Confederação de Desportos Aquáticos (CBDA):
“Bom, eu acho que isso é um projeto, é, que vem junto com a minha Confederação e e o Comitê Olímpico do Brasil, é, tentando renovar, tentando puxar a galera um pouco mais nova para que realmente tenha esses bons resultados. Eu acho que são dois anos seguidos que os nossos nossos juniores, né? Vem aí subindo ao pódio sendo campeões mundiais juniores. Então, acho que isso é muito importante também valorizar a juventude aí o pessoal e dar uma força para eles.”
Ana Marcela completou, “eu acho que hoje eu tenho me colocado muito ao lado do presidente da Confederação, Diego para tentar alavancar de novo o nosso esporte. A gente sabe que a gente vem numa dificuldade de resultados e fazer com que o nosso esporte possa novamente estar nos pódios em Copas do Mundo, Campeonatos Mundiais e quem sabe não só jogos Pan-Americanos mas jogos olímpicos também. Então, a gente tá nessa alavancada aí para que a gente venha para o esporte mais forte.”











