Andrew Parsons explica volta de Rússia e Belarus nos Jogos Paralímpicos: “Hoje temos menos evidências de que eles usem o esporte para promover a guerra”

Os Países voltarão a competir com suas bandeiras em Milão-Cortina

IPC/Divulgação
IPC/Divulgação

O presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), o brasileiro Andrews Parsons, explicou em entrevista ao diário espanhol ‘Marca’ o porquê da Rússia e Belarus estarem de volta aos Jogos paralímpicos com sua bandeira e hinos. Andrew explicou que os países, que ‘reestreiam’ em Milão-Cortina, disse que hoje não se tem tantas evidências de que eles usem o esporte para promover a guerra:

“O que aconteceu com a Rússia e a Bielorrússia foi que elas usaram o movimento paralímpico, os atletas, os símbolos e os Comitês Paralímpicos Russo e Bielorrusso para promover a guerra, e houve evidências muito claras disso em 2022 e 2023. A suspensão foi de dois anos, mas com a condição de que seria revista. Em 2025, havia menos evidências nesse sentido. A guerra continuou, mas a guerra não é o fator determinante para a suspensão de um membro do IPC. Há outros conflitos, como o conflito israel-palestina, e os atletas continuaram competindo.” disse Parsons.

Andrew também disse respeitar as opiniões do comitê ucraniano, que anunciou que boicotará a Cerimônia de abertura, mas reafirma que a decisão foi democrática, já que foi a assembelia geral da IPC que votou pela volta de Rússia e Belarus:

” Sempre seguimos a decisão da Assembleia, tanto naquela época quanto agora. Entendo que em certas partes do mundo, como na Ucrânia, não gostaram e protestaram contra, mas somos um movimento democrático. Não estar na cerimônia de abertura não nos parece a melhor forma de se expressarem; do meu ponto de vista, estar lá é uma forma de demonstrar força, mas nós os respeitamos.”

Andrew falou sobre o impacto dos conflitos do Oriente Médio e diz que os Jogos Não correm risco, já que a maioria dos atletas estão na Itália e a entidade está em contato com os comitês paralímpicos nacionais que estão com dificuldade de enviar membros da sua delegação:

“Não posso dar exemplos específicos porque envolvem questões de segurança, mas há um impacto, mesmo que a maioria dos atletas já estivesse treinando na Europa. Isso afeta o transporte para os Jogos de outras pessoas, como fisioterapeutas, e estamos trabalhando para encontrar uma solução para trazê-los, em colaboração com as Federações. Há um impacto, mas está sob controle.”

Por fim, Andrew Parsons mostrou confiança de que os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina serão os maiores jogos da história: “Temos expectativas incríveis, e estes serão os Jogos de inverno de maior alcance de todos os tempos. Será a primeira vez que atletas de El Salvador, Haiti, Portugal, Montenegro, Macedônia do Norte e outros países participarão. Esperamos que estes Jogos transmitam a mensagem de inclusão por meio do esporte. E esse é o foco principal destes Jogos, não a política.”

Marcos Antonio

Marcos Antonio

Pai, Carioca, 40 anos, profissional de TI e cursando jornalismo. Um Fã de basquete e de todos os esportes olímpicos (e alguns não olímpicos também) que faz um trabalho de formiguinha para que todos eles tenham seu espaço. No Surto Olímpico desde 2012.
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