A Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) anunciou que o tenista argentino Facundo Bagnis aceitou uma suspensão de 12 meses. O jogador, que alcançou a 55ª posição no ranking mundial de simples da ATP em novembro de 2016, testou positivo para hidroclorotiazida — um diurético e agente mascarante incluído na Lista de Substâncias Proibidas da Agência Mundial Antidoping — durante a fase qualificatória do US Open de 2025.
Tenista argentino é suspenso por um ano por violar o código antidoping
Bagnis testou positivo durante o qualifying do US Open

Embora a suspensão provisória não seja obrigatória para essa substância, Bagnis aceitou voluntariamente uma suspensão em 18 de outubro de 2025, enquanto a investigação estava em andamento.
Em novembro de 2025, Bagnis informou à ITIA que havia identificado um suplemento contaminado como a origem da substância proibida encontrada em sua amostra. Para embasar sua explicação, ele forneceu registros e documentação detalhados, incluindo correspondência com seu médico, comprovantes de compra e relatórios de especialistas independentes. Por motivos médicos, Bagnis havia recebido a prescrição de um suplemento personalizado de seu médico, que também recomendou a farmácia responsável pela manipulação do produto, garantindo que ele era seguro e já havia sido utilizado por outros atletas profissionais.
No início de 2026, a ITIA submeteu o suplemento a testes em um laboratório independente, confirmando tanto a presença da substância proibida quanto a veracidade da explicação de Bagnis. A ITIA reconheceu que, dadas as circunstâncias, a violação da regra antidoping não foi intencional. Ao definir a sanção, a agência levou em consideração os fatores atenuantes apresentados pelo jogador, bem como casos anteriores comparáveis. Assim, foi oferecido a Bagnis um período de inelegibilidade de 12 meses; ele aceitou a penalidade e abriu mão de seu direito a uma audiência perante um tribunal independente.
Publicado originalmente em surtoolimpico.com.br
