"Vai ser bom ir ao Sul-Americano Sub-23, já pensando no ano que vem, para chegar com mais confiança em 2027", disse Alessandro, que depois da competição na Argentina volta para Araçatuba, sua cidade natal, para rever a família. "Estou sem ir para casa desde abril, então a saudade está complicada. Vou ficar 21 dias, depois volto para o Natal."
Após a conquista do título mundial em Eugene, Alessandro disse que quer voltar aos EUA em 2028, para a Olimpíada de Los Angeles. Sabe que o caminho é duro, e que passa por bons resultados já em 2027, ano em que serão realizados os Jogos Pan-Americanos de Lima, em julho, e o Mundial de Pequim, em setembro.
"Vou fazer tudo o que eu puder, que é trabalhar, para estar nessas competições. É trabalhar bastante, confiar no meu corpo e na minha mente, confiar também nos treinadores, para os resultados poderem sair. Se depender de mim, quero estar em todas as competições. Com o pé no chão, passo a passo. Mas vou buscar estar lá."
Nascido em 2 de abril de 2007, Alessandro tornou-se campeão mundial com a marca de 20,35 metros, o melhor resultado de sua carreira no peso de 6kg, específico da categoria sub-20. No sub-23 e no adulto, o peso tem 7,26 kg – seu PB é 18,65 m, conquistado em agosto de 2025, quando foi 3º colocado no Troféu Brasil. É o atual campeão brasileiro sub-23.
Alessandro começou a competir em 2022, com 15 anos, ainda como atleta sub-16. Desde a sua entrada no atletismo, no projeto de base da Associação Cultural Nipo-Brasileira, em sua cidade natal, é orientado pela técnica Andrea Maria Pereira Britto, que foi atleta do arremesso do peso, campeã brasileira, sul-americana e medalhista ibero-americana na prova. Alessandro e Andrea trabalham desde 2025 na cidade de Uberlândia (MG). Lá, têm como companheiro de treinos o campeão indoor do arremesso do peso, Darlan Romani, e também recebem orientação e apoio do técnico cubano Justo Navarro.
O atleta agora aproveita a experiência dos dois treinadores para evoluir na carreira. "A professora Andrea é muito importante para mim. Se não fosse ela, nem sei se seria um atleta, porque ela que me levou para o esporte, e eu acho que isso salvou a minha vida. Sempre confiei no trabalho dela." Neste ano, o "profe" Navarro, como é conhecido, passou a compartilhar seu conhecimento com Alessandro. "Está sendo muito bom, ele é um cara muito inteligente. Quando passa um movimento, sempre explica o porquê de eu estar fazendo aquilo, ele quer que eu entenda. Também disse para eu confiar no trabalho, que eu iria ser campeão mundial".