Em sua 40ª edição, a segunda realizada na moderna Plenitude Arena, em Nanterre, após décadas na tradicional arena de Bercy, o Masters 1000 de Paris de 2026 se transformou em um “cemitério de favoritos”. Na quarta-feira (4), Alexander Zverev, recém-empossado número 1 do mundo, e Novak Djokovic, maior campeão da história do torneio com sete títulos, caíram precocemente da competição, escancarando o equilíbrio e a imprevisibilidade do circuito.
Com as derrotas, a chave de simples se abriu para nomes como Carlos Alcaraz e Ben Shelton, que avançaram às quartas na quinta (5) e seguem firmes na busca pelo título inédito em Paris.
A queda do número 1
Zverev, que assumiu a liderança do ranking da ATP nesta semana, estreou diretamente na segunda rodada por ser cabeça de chave número 1. No entanto, seu primeiro jogo oficial como líder do ranking terminou de forma amarga. Diante do italiano Lorenzo Musetti, 24º do mundo, o alemão não conseguiu impor seu jogo e foi superado em sets diretos, com parciais de 7/6 e 6/2.
O primeiro set foi de extrema igualdade, com ambos os tenistas confirmando seus serviços sem cederem break points. A definição foi para o tie-break, onde Musetti foi mais sólido e fechou por 7/5. Na segunda parcial, o italiano manteve o ritmo avassalador, quebrou o saque de Zverev em duas oportunidades e não deu chances de reação, selando a vitória em pouco mais de uma hora e meia de jogo.
Musetti, que vinha de título no ATP 250 de Lyon, somou sua quarta vitória em seis duelos contra o alemão e avançou às oitavas. Na quinta (5), porém, foi eliminado pelo tenista da casa Luca Van Assche, por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 3/6 e 6/4.
O adeus de Djokovic e o fim de uma era
Se a derrota de Zverev foi surpreendente, a eliminação de Novak Djokovic teve contornos ainda mais dramáticos. O sérvio, cabeça de chave número 10 e heptacampeão em Paris, havia vencido sua estreia contra o monegasco Valentin Vacherot em uma “batalha” de 2h35, tornando-se o tenista mais velho a vencer uma partida na história do torneio. Com dores no ombro, Djokovic precisou de atendimento médico, mas superou o adversário por 2 sets a 1, com parciais de 6/7, 7/5 e 6/1.
No entanto, na segunda rodada, o australiano Rinky Hijikata, 83º do mundo e vindo do qualifying, protagonizou a maior “zebra” do torneio. Djokovic começou avassalador e venceu o primeiro set por 6/2, parecendo encaminhar uma vitória tranquila. Porém, Hijikata demonstrou uma agressividade impressionante, reagiu e virou a partida com parciais de 6/3 e 6/3. O australiano de 25 anos disparou 41 winners (27 de forehand) e foi sólido na rede, convertendo 14 de 17 pontos em subidas.
Com o desfecho negativo, Djokovic deu adeus não apenas ao torneio, mas também à chance de disputar o ATP Finals de Turim. Pela primeira vez desde 2005, o sérvio terminou uma temporada sem alcançar as quartas de final de nenhum Masters 1000.
O “cemitério de favoritos” e a nova geração

