A carreira de atleta de alto rendimento de Arthur Zanetti se encerrou, mas o seu lado competitivo continua aflorado. Em entrevista exclusiva para o Surto olímpico no Stand da Recoma durante o COB Expo 2026, na última semana, Zanetti falou um pouco da sua rotina de árbitro de ginástica artística e seu desejo de estar em uma olimpíada julgando a apresentação dos atletas:
"Esse é o objetivo, né? Ainda comecei agora, este é o meu primeiro ciclo de árbitro internacional, então ainda não não posso participar de campeonatos mundiais, nem nem Olimpíada. Mas de pouco em pouco a gente vai fazendo algumas competições, estudando, se aprofundando mais, para um dia estar numa Olimpíada também arbitrando."
Campeão olímpico nas Argolas nos jogos de Londres 2012, Zanetti revelou que como atleta reclamava de notas dadas, mas hoje passou a entender o lado dos árbitros:
"Sempre a gente reclamava, né? A gente nunca acha que a nota é justa, mas hoje a gente vê que que os árbitros dão as notas justas e trabalham para isso. E hoje eu tô desse lado e vamos dizer que é um pouco mais tranquilo em questão do que é o treinamento, mas é também tem uma cobrança. Porque você tem uma responsabilidade, sua nota pode definir uma competição. Então, tem que tá ali atento 100% do tempo. Então, quando acabam as competições, os árbitros tão exaustos mesmo mentalmente, porque tem que prestar muita atenção, para analisar o que que o atleta tá fazendo de certo e errado e julgar corretamente"
Arthur também falou do momento da Ginástica artística masculina do Brasil, que ao contrário da feminina tem passado por um período de reconstrução. Zanetti acredita que uma nova geração vem sendo preparada para as olimpíadas de 2032 e pode trazer bons resultados:
"Temos bons atletas na categoria juvenil ali, pelo menos na na sub-16. A gente vê assim uns atletas já que terão um grande potencial, não para agora. (Los Angeles) 2028 já tá muito próximo, mas eu acredito ali que para (Brisbane) 2032 o Brasil vai tá com uma uma boa equipe."

