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Associação de Tenistas Profissionais planeja elevar a remuneração para US$ 350 milhões até 2028

Entidade também visa melhorar a carga de torneios para os atletas

Regys Silva 3 min
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Associação de Tenistas Profissionais planeja elevar a remuneração para US$ 350 milhões até 2028

A ATP apresentou, na quinta-feira, planos para aumentar substancialmente sua verba de bônus e reformular o sistema de ranking e o calendário a partir de 2028. A iniciativa faz parte de um pacote que visa elevar a remuneração dos tenistas para US$ 350 milhões, ao mesmo tempo em que busca amenizar as crescentes preocupações com a carga de torneios dos atletas.

Os circuitos masculino e feminino têm enfrentado críticas cada vez maiores devido às suas exigentes temporadas de 11 meses. Paralelamente, os tenistas têm reivindicado uma fatia maior das receitas e melhores benefícios de bem-estar, em meio a preocupações mais amplas sobre as exigências e os custos de competir.

Segundo as propostas apresentadas pelo presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, a verba de bônus do circuito masculino passaria de US$ 21,5 milhões para US$ 50 milhões. O plano inclui, ainda, US$ 25 milhões destinados aos tenistas que terminarem o ano entre os 250 melhores do ranking, além de US$ 30 milhões anuais para um fundo de aposentadoria que beneficiaria 300 jogadores.

"O tênis está em uma posição sólida hoje", escreveu Gaudenzi em uma carta aberta divulgada na quinta-feira. "Nossos eventos continuam a crescer, os torcedores estão se engajando com o esporte de mais maneiras do que nunca, e os ganhos dos jogadores atingiram níveis recordes. Para se manter forte, o esporte precisa continuar evoluindo.

"Temos a responsabilidade de fortalecer a competição, alinhar melhor os incentivos e ampliar o apoio a mais jogadores, ajudando-os a arcar com os custos de competir no circuito."

Sujeito a consultas adicionais e aprovação, a remuneração central da ATP aos jogadores ultrapassaria US$ 100 milhões a partir de 2028; somando-se a premiação e a participação nos lucros, a remuneração total dos atletas chegaria a um valor projetado de US$ 350 milhões — isso sem considerar as premiações dos torneios Grand Slam.

A ATP também planeja conferir maior peso aos resultados obtidos em seus principais eventos para o sistema de ranking. O objetivo é reduzir o incentivo para que os jogadores busquem pontos em outros torneios após desempenhos ruins, ao mesmo tempo em que se criam semanas dedicadas a categorias específicas de torneios, proporcionando uma estrutura mais clara.

O novo torneio ATP Masters 1000 na Arábia Saudita fará parte dessa estrutura, sendo que a ATP ressalta que os jogadores permanecem livres para competir em todo o calendário do circuito.

Os tenistas têm expressado, com cada vez mais ênfase, preocupações sobre o desgaste físico imposto pela temporada, argumentando que o calendário intenso deixa pouco tempo para a recuperação e aumenta o risco de fadiga e lesões.

O sistema de ranking também tem sido alvo de questionamentos; alguns jogadores argumentam que a busca por pontos pode levá-los a continuar competindo, mesmo em eventos não obrigatórios, dificultando a realização de pausas significativas ao longo da temporada.

A ATP informou que revisará a estrutura de longo prazo de seus formatos de competição — incluindo possíveis mudanças nas chaves de duplas — e que qualquer realocação de premiação deverá ser destinada às fases qualificatórias de simples e às premiações das rodadas iniciais.

No início deste ano, os jogadores de duplas reagiram com indignação a sugestões de que o circuito planejava reduzir o tamanho das chaves nos torneios. A ATP, por sua vez, argumentou que estava buscando formas de criar um modelo mais sustentável a longo prazo para esse formato.

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#ATP#Premiação#Calendário