A ATP apresentou, na quinta-feira, planos para aumentar substancialmente sua verba de bônus e reformular o sistema de ranking e o calendário a partir de 2028. A iniciativa faz parte de um pacote que visa elevar a remuneração dos tenistas para US$ 350 milhões, ao mesmo tempo em que busca amenizar as crescentes preocupações com a carga de torneios dos atletas.
Os circuitos masculino e feminino têm enfrentado críticas cada vez maiores devido às suas exigentes temporadas de 11 meses. Paralelamente, os tenistas têm reivindicado uma fatia maior das receitas e melhores benefícios de bem-estar, em meio a preocupações mais amplas sobre as exigências e os custos de competir.
Segundo as propostas apresentadas pelo presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, a verba de bônus do circuito masculino passaria de US$ 21,5 milhões para US$ 50 milhões. O plano inclui, ainda, US$ 25 milhões destinados aos tenistas que terminarem o ano entre os 250 melhores do ranking, além de US$ 30 milhões anuais para um fundo de aposentadoria que beneficiaria 300 jogadores.
"O tênis está em uma posição sólida hoje", escreveu Gaudenzi em uma carta aberta divulgada na quinta-feira. "Nossos eventos continuam a crescer, os torcedores estão se engajando com o esporte de mais maneiras do que nunca, e os ganhos dos jogadores atingiram níveis recordes. Para se manter forte, o esporte precisa continuar evoluindo.

