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Atleta da Ucrânia faz campanha para que Rússia seja barrada de Los Angeles 2028

Vladyslav Heraskevych foi excluído de competir no skeleton dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão Cortina

Regys Silva 2 min
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Atleta da Ucrânia faz campanha para que Rússia seja barrada de Los Angeles 2028
Foto: REUTERS

Vladyslav Heraskevych está instando o país-sede dos próximos Jogos Olímpicos a negar vistos à nação que foi recentemente readmitida provisoriamente pelo COI, argumentando que Moscou transformou o esporte em um instrumento de propaganda de guerra.

O atleta de skeleton ganhou as manchetes no início deste ano ao usar, nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, um capacete em homenagem aos atletas ucranianos mortos na guerra contra a Rússia. O Comitê Olímpico Internacional havia negociado com Heraskevych para que ele não usasse o equipamento durante a competição devido à sua mensagem política, mas ele se recusou a recuar e foi impedido de competir pela entidade reguladora.

Os atletas russos não tiveram permissão para representar a nação eurasiana nos Jogos de Inverno, mas competiram como atletas neutros após passarem por uma verificação que confirmou a ausência de vínculos com a guerra ou de qualquer demonstração de apoio a ela. No entanto, essa situação mudou em julho, quando o COI suspendeu as sanções, uma vez que a Rússia não violava mais a Carta Olímpica.

Apesar da guerra em curso, o comitê olímpico do país não reivindica mais organizações esportivas em territórios ocupados na Ucrânia. A entidade máxima dos Jogos recomendou a reintegração dos atletas russos, e eles devem retornar plenamente — representados por sua bandeira e hino nacional — aos Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles, em 2028.

Embora o COI enfatize que a política deve ser mantida fora do esporte, Heraskevych argumenta: "Nosso objetivo principal é mostrar esses casos específicos, esses nomes específicos, e demonstrar que o esporte não está alheio à política".

Em entrevista recente à Radio Free Europe, o atleta ressaltou: "Vivemos em um mundo real. As competições acontecem em países reais, em lugares reais".

O atleta destacou como o gigante eurasiano utiliza esportistas em propaganda — incluindo a participação de atletas russos em eventos políticos — e mencionou o programa sistemático de doping patrocinado pelo Estado, revelado após os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014.

Heraskevych está em Washington, D.C., nesta semana para participar da "Ukraine Action Summit" (Cúpula de Ação pela Ucrânia) e está fazendo campanha junto a legisladores para impedir a participação de atletas russos ou para manter restrições que permitam que apenas atletas russos elegíveis compitam como neutros. Ele sugeriu que os Estados Unidos poderiam aplicar suas próprias políticas por meio de restrições de visto, citando casos recentes na Europa e no Canadá em que atletas russos tiveram vistos negados. A Letônia também negou vistos a competidores russos. "Temos casos, casos de sucesso... Acredito que essa é uma das possibilidades do que podemos fazer, e é também o que os legisladores podem fazer", disse Heraskevych. O atleta olímpico explicou que sua campanha visa defender o que os Jogos devem representar.

"Os Jogos Olímpicos e o movimento olímpico tratam de paz, de uma missão de paz, de construir pontes. Mas, quando se permite que terroristas compitam e se lhes dá essa plataforma, então isso não tem nada a ver com paz ou com uma missão de paz. Devemos proteger essa plataforma e tentar torná-la um lugar melhor, e não um espaço onde a Rússia possa disseminar sua propaganda", afirmou Heraskevych.

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#Ucrânia#Rússia#Guerra da Ucrânia