No último quarto, o Carcará voltou a travar no ataque e passou alguns minutos sem converter. O Paulistano aproveitou e reduziu a diferença na reta final, mas não conseguiu completar a reação. Nos instantes decisivos, o time da casa voltou a pontuar e confirmou a vitória. O Paulistano venceu a parcial final por 13 a 12, sem impedir o primeiro triunfo cearense na competição.
Dupree e Tom comandam o Carcará
O armador americano Dupree jogou quase 37 minutos e foi o principal pontuador do Basquete Cearense. Marcou 20 pontos, com 7 de 10 nos arremessos de dois, e terminou com saldo de +10 e eficiência 16.
O grande nome da partida, porém, foi Tom. O pivô teve uma atuação quase perfeita: acertou 7 de 8 arremessos de dois, pegou 9 rebotes, deu um toco e uma enterrada, e registrou eficiência 24. Pyerri também foi decisivo no garrafão, com 11 pontos, 5 rebotes e o melhor saldo do jogo, +13. Gabriel organizou o ataque com 5 assistências, sofreu 7 faltas e somou 7 pontos.
O estreante Viont’e Daniels teve uma tarde difícil na pontaria. Acertou 3 de 12 arremessos de quadra e errou as cinco tentativas de três, mas contribuiu com 3 assistências e 4 rebotes.
Nickel lidera o Paulistano saindo do banco
No Paulistano, o principal nome foi Nickel. Saindo do banco, o ala marcou 16 pontos e foi o único a acertar com regularidade do perímetro: 4 de 6 nas bolas de três. Maique teve boa atuação em apenas 18 minutos, com 7 pontos, 6 rebotes e eficiência 12. Rich, também reserva, somou 5 pontos, 4 rebotes e 2 roubos de bola.
O banco paulista marcou 30 pontos, contra apenas 5 dos reservas cearenses. O problema esteve nos titulares. Anderson fez 6 pontos, com 4 de 11 nos arremessos, mas liderou o time em assistências, com 4. Seixas teve uma noite para esquecer: acertou apenas 2 de 16 arremessos de quadra, com 1 de 11 nas bolas de três, e terminou com eficiência -6.
Pontaria faz a diferença
O Paulistano teve mais oportunidades. Dominou os rebotes ofensivos, 14 a 4, e por isso arremessou 67 vezes de quadra, contra 56 do adversário. Mas a falta de pontaria anulou essa vantagem. O time paulista converteu apenas 34,3% dos arremessos de quadra, com 22,2% de três (8/36) e 48,4% de dois.
O Basquete Cearense, por outro lado, foi muito eficiente perto da cesta: acertou 25 de 39 arremessos de dois (64,1%) e deu quatro enterradas. Do perímetro, a equipe acertou só 2 de 17, mas compensou com o jogo interno e com mais idas à linha do lance livre: foram 14 tentativas, contra 7 do adversário.
O Carcará também cuidou melhor da bola, com 12 erros contra 15, e terminou com índice de eficiência coletiva de 68, contra 52 do Paulistano.
A vitória traz alívio ao time comandado por Jelena Todorovic, que já havia mostrado evolução na derrota para o Mogi. O próximo compromisso do Basquete Cearense é contra o Corinthians, na segunda-feira, 9, novamente em casa. Para o Paulistano, que vinha de derrota para a Unifacisa, fica o alerta sobre a pontaria e a dependência do banco para produzir no ataque.