Na tarde desta quinta-feira (12) a tenista Beatriz Haddad Maia anunciou a interrupção de trabalho com o técnico Rafael Paciaroni que a acompanhava há 6 anos. Rafael assumiu o comando técnico da brasileira quando ela estava sem ranking, voltando de uma punição de dopping e a levou para o top -10 por duas semanas da WTA, além de semifinal de Roland Garros e quartas de final de Wimbledon em simples, final de WTA 1000, final de Australian Open de duplas femininas, 11 títulos WTA, sendo 6 de duplas e 5 de simples, incluindo um 500 em Seul em 2024.
A relação foi de enorme sucesso, isso é inegável, foi bom para ambos os lados. Rafael ganhou projeção nacional e internacional, chegando a ser indicado para a premiação como o treinador do ano na WTA em 2023, e Bia melhorou o seu jogo e chegou a um nível que talvez nem ela acreditasse. Porém, como tudo no tênis e na vida, a evolução estagnou e Bia começou a colecionar resultados ruins, e além disso, desempenhos muito ruins. Começou a transparecer um nervosismo constante dentro dos jogos e campeonatos, instabilidade emocional e de uns tempos para cá parecia estar sempre triste dentro de quadra, perdendo o prazer de jogar tênis.


