O paulista Alessandro Silva conquistou a medalha de prata no lançamento de disco F11 (deficiência visual) na madrugada desta sexta-feira, 3, antepenúltimo dia de provas do Mundial de atletismo em Nova Déli, na Índia. Seu melhor lançamento foi de 40,14m e ele foi superado somente pelo iraniano Hassan Bajoulvand, que fez 41,70m.
Alessandro buscava o tetracampeonato mundial na mesma prova após as vitórias em Paris 2023, Dubai 2019 e Londres 2017. O atleta chega à sua sexta medalha em Mundiais.
“Infelizmente não pude fazer minha parte, que era a medalha de ouro. Não consegui executar o que estou treinando, mas, para quem passou um ano difícil no ano passado, com lesões, abrir o ciclo com uma medalha de prata está muito bom. Veio a calhar e ajuda o Brasil na continuidade no quadro de medalhas. Eu acordei, fiz o meu melhor, e hoje o meu melhor foi a prata”, disse Alessandro.
Com mais este pódio, o Brasil permaneceu na liderança do quadro geral de medalhas, com 12 ouros, 18 pratas e sete bronzes – 37 pódios no total. Os chineses continuam em segundo lugar, com oito ouros, 12 pratas e 10 bronzes, sendo 30 no total. A Polônia é a terceira colocada, com oito ouros e 15 medalhas ao todo.
Outro brasileiro envolvido em finais nesta madrugada, o rondoniense Mateus Evangelista terminou na quinta colocação do salto em distância T37 (paralisados cerebrais). Seu salto mais longo foi de 6,30m, o melhor da temporada. O vencedor da prova foi o argentino Brian Lionel Impellizzeri, com 6,63m. Mateus havia sido bronze no salto em distância em Kobe 2024 e soma cinco medalhas em Mundiais.
Pelas eliminatórias dos 200m T47 (deficiência nos membros superiores), a potiguar Maria Clara Augusto fez 25s00, cravou seu melhor tempo pessoal na prova e avançou. A paraense Fernanda Yara também se classificou com a marca de 26s92. As semifinais e a final acontecem no domingo, 5.
Já pelas semifinais dos 100m T12 (deficiência visual), a capixaba Lorraine Aguiar não conseguiu avançar à final com o tempo de 12s29.