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Brasil mantém a hegemonia continental e vence o Campeonato Sul-Americano de atletismo Sub-23

Na última etapa, realizada domingo (18/10) em Santa Fé (ARG), Atletismo Brasil conquista cinco medalhas de ouro; após três dias de disputas, delegação volta ao país com 38 medalhas (18 ouros, 7 pratas e 13 bronzes) e soma 371 pontos: campeã geral, no feminino (172) e no masculino (199)

Redação Surto Olímpico 3 min
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Brasil mantém a hegemonia continental e vence o Campeonato Sul-Americano de atletismo Sub-23

O Atletismo Brasil manteve sua hegemonia no continente e conquistou, neste domingo (18/10), o título do 12º Campeonato Sul-Americano Sub-23. A competição foi realizada no Centro de Alto Rendimento Desportivo (CARD) Pedro Candioti, em Santa Fé, na Argentina, de sexta a domingo (16 a 18/10). O Brasil somou 371 pontos para ser o campeão geral e também feminino (172 pontos) e masculino (199 pontos). Ganhou 38 medalhas (18 ouros, 7 pratas e 13 bronzes), uma excelente campanha.

Camille Cristina de Oliveira, campeã dos 400 m com barreiras (57.66) e com o revezamento 4x400 m, foi eleita a melhor atleta da competição.

A Argentina foi a vice campeã geral (242 pontos) e também feminina (114) e masculina (128). A Venezuela ocupou a terceira colocação na classificação final (178 pontos) e no feminino (97). O Chile ficou com o terceiro lugar masculino (88 pontos).

Na última etapa do campeonato, disputada na tarde e noite deste domingo (18/10), o Brasil conquistou cinco medalhas de ouro. Thiago Ornelas (AETA Atletismo Taubaté-SP), nos 110 metros com barreiras; Renan Gallina (AA Maringá-PR), nos 200 metros; Pedro Rafael Modesto (EC Praia Grande-SP), no arremesso do peso; e os revezamentos 4x400 metros feminino e masculino foram campeões.

Atual recordista sul-americano sub-23 (13.40), Thiago Ornelas, de 22 anos, bateu o recorde do campeonato ao vencer os 110 metros com barreiras com o tempo de 13.70 (-0.7). A marca anterior, 13.74, era do brasileiro Adrian Vieira, obtida em 2022, em Cascavel (PR). Esse foi o segundo título sul-americano sub-23 de Thiago, barreirista olímpico, que também venceu a edição de Bucaramanga (Colômbia), disputada em 2024.

No arremesso do peso, o Brasil fez dobradinha no pódio: Pedro Rafael Modesto, de 20 anos, conquistou o ouro com a marca de 18,85 metros, seu recorde pessoal, e Alessandro Borges Soares, de 19 anos, campeão mundial sub-20, ganhou a prata com 18,80 m, a apenas 1 centímetro de igualar seu melhor resultado pessoal (18,81 m). Pedro tinha 18,75 m como PB – a marca havia sido conquistada com o 4º lugar no Troféu Brasil, em julho.

O Sul-Americano Sub-23 marca o fim de uma temporada importante para Renan Gallina, em seu último ano na categoria. O velocista olímpico, de 22 anos, sofreu com lesões mas mostrou que está de volta à boa forma. Renan conquistou seu segundo título continental sub-23 nos 200 metros – fez o tempo de 20.57 (0.2) –, depois de ter vencido a prova também na edição de Cascavel, em 2022. Em 2026, o atleta paranaense foi campeão brasileiro sub-23 dos 100 metros e dos 200 metros, e ganhou, pela primeira vez, o título brasileiro adulto: foi campeão dos 200 metros do Troféu Brasil, em julho.

No revezamento 4x400 metros feminino, a equipe formada por Nykolli Alves da Silva Rangel (Sesi-SP), Sabrina Gabrieli Pena (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG), Luise Rosa Braga (CASO-DF) e Camille Cristina de Oliveira (Pinheiros-SP) conquistou o primeiro lugar com o tempo de 3:42.81. O time masculino, que teve Victor Elias dos Santos (Orcampi-SP), Emerson Vieira do Nascimento (Adepol-DF), Paulo Henrique Batista (APA/SECEL Jaraguá do Sul-SC), Vinicius Moura Galeno (CASO-DF), ganhou com a marca de 3:09.18.

Brasil garante mais três medalhas de ouro pela manhã

O Brasil começou o último dia do Sul-Americano Sub-23 com mais três medalhas de ouro. Sabrina Gabrieli Pena (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG), nos 800 metros; Wandesson Marlhon Gomes (ADJG Jaguar-PE), no salto em altura, e Maria Eduarda Cândido Teixeira (ADC São Bernardo-SP), no salto em distância.

Tricampeã brasileira sub-23 e vice-campeã do Troféu Brasil nos 800 metros, Sabrina Gabrieli Pena venceu a distância em 2:05.38, recorde da competição – a marca anterior, 2:05.85, era da venezuelana Madelene Rondón desde a edição do Campeonato Sul-Americano Sub-23 disputado em Lima (Peru), em 2008. Nascida na cidade de Mandaguari, no norte do Paraná, Sabrina completa 21 anos em dezembro. A medalha de bronze da prova ficou com Luise Rosa Braga (CASO-DF), de 19 anos, com 2:07.55.

No salto em altura, Wandesson Marlhon Gomes, de 20 anos, em sua primeira convocação para a seleção brasileira, foi campeão com 2,12 m, seu recorde pessoal. Antes, tinha 2,11 m como melhor marca, conquistada ao vencer o Brasileiro Sub-23, em junho. Daniel da Costa Pimenta (ADC São Bernardo-SP), de 19 anos, foi bronze com a marca de 2,00 m.

Maria Eduarda Cândido Teixeira (ADC São Bernardo-SP), de 22 anos, ganhou o salto em distância com 6,01 m (0.4), sua segunda medalha na competição, já que ela também foi bronze no salto triplo (12,74 m). Vanessa Sena dos Santos (AD Centro Olímpico-SP) garantiu o terceiro lugar com 5,89 m (0.6).

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