Nesta sexta-feira (10), será possível acompanhar a estreia, em competição, da coreografia montada pela Seleção Brasileira de Conjunto de Ginástica Rítmica para a série simples. O público presente no Gymnastics Palace, no Uzbequistão, poderá acompanhar ao vivo.
É lá que será disputada a etapa de Tashkent da Copa do Mundo de GR, que já vale para a corrida por vagas olímpicas.
Como se sabe, a música escolhida para a série de cinco bolas é “Feeling Good”. A opção da Seleção Brasileira foi pela gravação feita pelo canadense Michael Bublé. A canção fora antes imortalizada por Nina Simone, que a incluiu em seu disco “I Put a Spell on You”, de 1965, e foi gravada também por Sammy Davis Jr., pela banda inglesa Traffic, pelo astro George Michael e pelo bluesman Joe Bonamassa, entre muitos outros.
“Feeling Good” foi originalmente composta para o musical “The Roar of the Greasepaint – The Smell of the Crowd”, apresentado pela primeira vez no palco em 1964. No Brasil, o musical ficou conhecido como “O Cheiro da Multidão”. Os compositores são os ingleses Anthony Newley e Leslie Bricusse.
Segundo Camila Ferezin, treinadora da Seleção Brasileira de Conjunto, o teor da letra se casa perfeitamente com o momento do grupo, que está “se sentindo muito bem”, sobretudo depois de se consagrar no Mundial de 2025, no Rio. Naquela competição, o Brasil foi vice-campeão mundial no conjunto geral e na série mista (três bolas e dois arcos naquela ocasião).
“Feeling Good traduz muito bem o momento que estamos vivendo. Depois da histórica campanha no Mundial, a equipe ganhou maturidade, confiança e uma consciência maior do seu potencial. Existe um sentimento de orgulho, mas orgulho no bom sentido, que deriva da certeza do trabalho bem-feito e da evolução construída ao longo dos anos”, testemunha a especialista.
Camila demonstra grande satisfação com o estágio alcançado pelo grupo. “Feeling Good é uma música com uma intensidade e uma sensualidade mais marcantes. Hoje temos um grupo preparado para sustentar essa proposta artística com segurança e personalidade. As meninas estão mais maduras, mais expressivas, e isso permite explorar novas camadas na coreografia. É um passo natural dentro do crescimento da equipe”.

