O Brasil encerrou as disputas individuais do Campeonato das Américas de Paraesgrima 2026 com mais sete medalhas neste sábado (31), no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. A delegação subiu ao pódio nas quatro provas realizadas no quinto dia de competição, com um ouro, duas pratas e quatro bronzes. Fabiana Soares conquistou o título do sabre feminino A, Rayssa Veras e Jovane Guissone ficaram com as pratas, enquanto Kevin Damasceno, Mônica Santos, Vanderson Chaves e Rafael Tassone completaram a relação de medalhistas.
O principal destaque foi o segundo título individual de Fabiana, que já havia vencido o florete feminino A e voltou ao lugar mais alto do pódio após nova final brasileira contra Rayssa Veras. No florete masculino B, o Brasil colocou três representantes nas semifinais e conquistou três das quatro medalhas distribuídas. Com os resultados, a delegação chegou a 21 medalhas na competição, sendo sete ouros, oito pratas e seis bronzes.
Fabiana conquista segundo ouro individual em final contra Rayssa Veras
Fabiana Soares encerrou sua participação nas provas individuais do Regional das Américas com duas medalhas de ouro. Depois de conquistar o primeiro título individual continental da carreira no florete feminino A, a brasileira também venceu o sabre feminino A neste sábado. Na decisão, superou a compatriota Rayssa Veras por 15 a 12 e garantiu mais uma dobradinha para o país.
Fabiana iniciou a campanha com três vitórias e uma derrota na fase de poules. Nas quartas de final, venceu a colombiana Erika Torres Torres por 15 a 12 e, na semifinal, superou a norte-americana Victoria Isaacson por 15 a 7.
Rayssa, por sua vez, terminou invicta a primeira fase, com quatro vitórias em quatro confrontos. Nas eliminatórias, derrotou a norte-americana Shelby Mitchell por 15 a 4 nas quartas de final e Stephanina Michaelis, também dos Estados Unidos, por 15 a 7 na semifinal.
Na decisão brasileira, Fabiana chegou a abrir 14 a 8, ficando a apenas um toque do título. Rayssa reagiu com quatro pontos consecutivos e diminuiu a diferença para 14 a 12, mas Fabiana conseguiu marcar novamente e confirmou a vitória.
A conquista teve um significado especial para a campeã, que nunca havia vencido uma prova individual no Regional das Américas antes desta edição. Além disso, o sabre não é sua principal especialidade. Fabiana também destacou a dificuldade de enfrentar Rayssa, adversária que não conseguia superar nessa arma havia bastante tempo.
“Estou mega feliz, realmente não esperava. É uma felicidade que não cabe em mim. Fui campeã no individual do florete e agora campeã no sabre. Não esperava, mas sei do meu potencial. Não joguei muito bem a poule, comecei nervosa, meio ansiosa, perdi um jogo que não poderia ter perdido. Mas tudo deu certo no final. Tem muito tempo que não ganho dela [Rayssa], muito tempo mesmo. Na última competição, fiz a final com ela e perdi por 15 a 12. Agora ganhei por 15 a 12. Estou muito feliz, porque ela é uma atleta muito boa”, comemorou Fabiana.
A brasileira também destacou o trabalho de preparação realizado em Petrópolis, no Rio de Janeiro, e agradeceu ao treinador Guilherme Giffoni e às pessoas que acompanham sua trajetória esportiva.
Carminha Oliveira completou a participação brasileira no sabre feminino A. Com duas vitórias e duas derrotas na fase de poules, avançou às eliminatórias e venceu a colombiana Ivonne Padilla por 15 a 2 nas oitavas de final. Sua campanha terminou nas quartas, diante da norte-americana Victoria Isaacson, por 15 a 12, garantindo a sétima colocação.
Três brasileiros conquistam medalhas no florete masculino B
O florete masculino B também teve destaque brasileiro, com três atletas do país entre os quatro semifinalistas. Jovane Guissone conquistou a prata, enquanto Vanderson Chaves e Rafael Tassone garantiram os bronzes. O único estrangeiro no pódio foi o colombiano Hector Fabio Molano Barrios, que venceu Jovane por 15 a 10 na decisão.
Jovane começou sua campanha com seis vitórias em seis confrontos na fase de poules, terminando na primeira colocação dessa etapa. Depois de avançar diretamente às quartas de final, derrotou o colombiano Eduardo Escobar por 15 a 3. Na semifinal, venceu o compatriota Vanderson Chaves por 15 a 6.
A decisão colocou frente a frente o brasileiro, que mantinha o título continental do florete desde 2015, e Molano Barrios, que já havia conquistado medalhas na espada e no sabre durante a semana. O colombiano levou a melhor e interrompeu a sequência de conquistas de Jovane na arma.
Mesmo com a prata, o campeão paralímpico valorizou o desempenho coletivo e a presença de três brasileiros no pódio.
“Eu quero agradecer a todos, agradecer à gurizada também, que foi muito bem. Eu sempre digo: medalha é sempre bom. E estar ao lado da galera do Brasil também é muito bom. Então fico muito feliz pelo Tassone e pelo Vanderson. Quem compete sabe o que a gente faz, o que a gente passa para chegar até onde chegou. Então a gente só tem que agradecer a Deus e continuar trabalhando muito para que, nas próximas competições, a gente mude as cores das nossas medalhas”, afirmou Jovane.
Vanderson Chaves também construiu uma campanha consistente. Depois de quatro vitórias em cinco confrontos na fase de poules, venceu o colombiano Juan Angarita por 15 a 6 nas oitavas de final. Nas quartas, avançou após a retirada de Renato Santana, garantindo presença na semifinal contra Jovane.
O bronze teve um significado especial para Vanderson, que destacou o nervosismo durante a competição e o respeito pelo companheiro de seleção.

