O Brasil voltou a acumular pódios no Mundial de Natação Paralímpica em Singapura na manhã desta segunda-feira, 22, no horário de Brasília. Assim como no dia de abertura do evento, os nadadores brasileiros obtiveram seis pódios, desta vez conquistando quatro medalhas de prata e duas de bronze.
Com o resultado, o país soma 12 medalhas — dois ouros, cinco pratas e cinco bronzes, e ocupa a sétima colocação no quadro de medalhas do evento. A liderança é da Itália, (6 ouros, 4 pratas e 5 bronzes), seguida pela China (6 ouros e 1 prata) e pela Grã-Bretanha (5 ouros, 5 pratas e 6 bronzes).
A primeira medalha do Brasil no dia veio com a nadadora fluminense Lídia Cruz, que completou os 100m livre da classe S4 (comprometimento físico-motor) em 1min29s46 para ficar com o bronze. O ouro foi para a norte-americana Katie Kubiak (1min22s34) e a prata para Mira Larionova, dos Atletas Paralímpicos Neutros, (1min28s97). Na mesma prova, a mineira Patrícia Pereira ficou na quinta colocação, com 1min33s61.
“Foi uma prova bem difícil. A gente não está trabalhando ela há muito tempo por não fazer parte dos Jogos Paralímpicos, mas já que abriu no Mundial, pensamos: ‘vamos com tudo!’ A meta era ficar no pódio e foi conquistado. Também consegui melhorar o tempo das classificatórias”, disse Lídia.
Logo na prova seguinte, o paulista Samuel Oliveira conquistou mais uma medalha de bronze para o Brasil, agora nos 50m costas da classe S5 (comprometimento físico-motor). O nadador completou a prova em 33s60 e formou o pódio com os chineses Weiyi Yuan (32s59) e Jincheng Guo (33s36), medalhistas de ouro e prata, respectivamente.
Esta foi a segunda medalha de Samuel em Singapura. Neste domingo, 21, o nadador conquistou o bronze nos 50m livre da mesma classe.
“Esta é uma prova muito difícil, que venho treinando bastante, porque temos grandes chances de pódio, como aconteceu agora. Não foi o meu melhor resultado, este foi meu segundo melhor tempo da vida. Eu gostei da minha prova, do meu resultado e esta é mais uma medalha para o Brasil. Ainda tem bastante competição pela frente. Vou continuar me dedicando para conseguir mais pódios para o Brasil”, afirmou Samuka, que nada sua prova principal, os 50m borboleta da classe S5, nesta terça-feira, 23.
O carioca Thomaz Matera conquistou a medalha de prata nos 100m borboleta da classe S11 (cegos), com tempo de 1min02s39.
Com o resultado, o atleta bateu pela segunda vez no mesmo dia o recorde das Américas na prova. A melhor marca anterior vigorava desde 1992 e pertencia ao norte-americano Morgan John, que marcou 1min03s50 em Barcelona, na Espanha.

