O Campeonato Mundial Sênior de Judô, a primeira grande competição do ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028, começa nesta sexta-feira (13), em Budapeste, na Hungria. O Brasil terá 18 atletas em disputa nas categorias individuais, e todos eles conheceram, nesta quinta-feira (12), seus primeiros adversários no principal desafio do ano.
Para este primeiro momento do ciclo, incluindo o Mundial, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) adotou a estratégia de gerar oportunidades para o maior número de atletas possível. A Seleção convocada para Budapeste, por exemplo, tem uma média de idade de 24 anos, e é formada por seis estreantes: Ronald Lima (-66kg), Vinicius Ardina (-73kg), Luan Almeida (-81kg), Shirlen Nascimento (-57kg), Beatriz Freitas (-78kg) e Karol Gimenes (-78kg). Além deles, a equipe também terá o reforço de nomes mais experientes no cenário internacional, como os medalhistas olímpicos Beatriz Souza (+78kg), Rafaela Silva (-63kg), Daniel Cargnin (-73kg), Rafael Macedo (-90kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg), e de mais medalhistas no Circuito Mundial IJF.
Tradição que se renova
Com nove títulos mundiais individuais ao longo da história e 22 medalhas olímpicas (sendo quatro de ouro), o judô é o esporte que mais trouxe conquistas ao país nas Olimpíadas. Ícones como João Derly, Tiago Camilo, Rafaela Silva e Mayra Aguiar ajudaram a consolidar o Brasil entre as potências da modalidade, um posto que segue sendo defendido por uma nova geração de talentos.
Para Rafael Silva, o “Baby”, medalhista olímpico e embaixador da Recoma, empresa especializada em pisos e infraestrutura esportiva, a solidez dos resultados passa diretamente pelo investimento na base e em estruturas de alto nível. “O Brasil tem tradição no judô e chegou onde chegou porque há um trabalho sério desde a base. Estrutura faz diferença e isso vai desde bons tatames até centros de treinamento bem planejados. Hoje, vejo um investimento crescente em infraestrutura esportiva, o que é essencial para mantermos o país competitivo em alto nível”, analisa Baby.
O crescimento do judô brasileiro está intimamente ligado ao trabalho silencioso e eficiente feito pelos clubes. Boa parte dos atletas que hoje representam o Brasil no Mundial deram seus primeiros passos dentro dessas instituições, muitas delas apoiadas diretamente pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).
“O Brasil só alcança esse nível no judô porque há uma base sólida nos clubes formadores. Muitos dos atletas que estarão em Budapeste nasceram esportivamente dentro dos clubes que o CBC apoia com infraestrutura, formação e intercâmbio. É um trabalho silencioso, mas que dá resultados”, afirma Paulo Maciel, presidente do CBC.
As disputas em Budapeste vão seguir o mesmo modelo dos Jogos Olímpicos, com uma categoria feminina e uma masculina por dia. Já no último, será a vez das equipes mistas. Neste ano, o Mundial vai contar com 556 atletas de 93 países.
No Brasil, a Cazé TV, o Canal Olímpico do Brasil e o Sportv vão transmitir ao vivo todos os dias de competição.
Confira abaixo os primeiros confrontos dos brasileiros e os horários oficiais:
Dia 1 — Michel Augusto e Natasha Ferreira
O Brasil terá dois representantes no primeiro dia de disputas em Budapeste, nesta sexta-feira (13).
No feminino, Natasha Ferreira (-48kg) estreia na primeira rodada contra a coreana Kyeongha Lee. Já no masculino, Michel Augusto (-60kg), cabeça-de-chave número sete, saiu de bye (folga) na primeira rodada, enfrentando o armeno Ashik Andreyan na seguinte.
Preliminares — 6h30 / Bloco Final — 13h
Dia 2 — Jéssica Pereira e Ronald Lima
No sábado (14), a Seleção Brasileira terá Jéssica Pereira (-52kg) e Ronald Lima (-66kg) no tatame.
Jéssica estreia direto na segunda rodada contra a kosovar Distria Krasniqi, atual vice-campeã olímpica. Enquanto isso, Ronald terá pela frente o azeri Ruslan Pashayev, na primeira rodada.

