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Canoísta olímpico é indiciado por vandalismo de espelho d’agua em Washington

Hearn havia sido preso em junho acusado de vandalismo

Regys Silva 3 min
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Canoísta olímpico é indiciado por vandalismo de espelho d’agua em Washington

O estadunidense ex-canoísta olímpico David Hearn, preso em junho sob a acusação de vandalizar o espelho d’água do Memorial Lincoln, foi formalmente indiciado, segundo documentos judiciais. Ele responde pela acusação de ”destruição de propriedade no valor de US$ 1.000 ou mais”, um crime grave (felony).

O presidente Trump atribuiu a vândalos os problemas surgidos após uma reforma rápida e dispendiosa do espelho d’água, e o canoísta de 67 anos e residente em Bethesda, Maryland, foi um dos primeiros a ser acusado. A Polícia de Parques dos EUA (U.S. Park Police) prendeu Hearn nas proximidades do espelho d’água em 19 de junho, acusando-o de destruir propriedade do governo.

Administrações anteriores enfrentaram problemas com vazamentos e algas no local, mas especialistas afirmaram que os problemas recentes poderiam ter sido causados ​​pela reforma apressada. O presidente Trump culpou vândalos que, segundo ele — sem apresentar provas —, teriam despejado fertilizante na água para alimentar as algas e rasgado o revestimento azul do fundo do espelho d’água.

Hearn não foi acusado de cometer nenhum desses atos. Ele é acusado de arrancar um pedaço do revestimento depois que este já havia começado a se soltar. O Serviço de Parques (Park Service) forneceu fotos de cortes feitos por lâmina em outra parte da área de reparo — em tiras de vedação, separadas do revestimento azul —, mas não apresentou provas de que esses cortes tenham sido causados ​​por vandalismo.

Na quinta-feira, Jeanine Pirro, promotora federal em Washington, declarou em uma coletiva de imprensa que os promotores dispunham de ”evidências contundentes” que embasavam o indiciamento, e condenou o que classificou como ”vandalismo desenfreado e desordem civil”.

”Funcionários do Serviço Nacional de Parques observaram Hearn arrancando e removendo, de fato, o revestimento do fundo com força e violência, usando ambas as mãos”, disse ela. ”Segundo testemunhas, Hearn danificou cerca de dois pés quadrados [aproximadamente 0,18 m²] de material vedante do fundo do espelho d’água.”

Quando um funcionário do parque lhe pediu que parasse, disse Pirro, Hearn mostrou-se ”beligerante, grosseiro e desrespeitoso”.

Norm Eisen e Mary Dohrmann, advogados de Hearn, afirmaram em um comunicado que ele é inocente.

”Essas acusações são absurdas e deveriam alarmar todos os americanos”, declararam. “Esta acusação reflete o esforço da administração em transferir a culpa por suas próprias falhas. Às vésperas do Dia da Independência de nossa nação, os americanos deveriam estar profundamente preocupados com o uso indevido do poder governamental contra um cidadão comum.”

O Sr. Hearn admitiu ter colocado a mão e tocado no selante que estava descascando durante uma pausa em um passeio de bicicleta, mas afirmou que isso foi tudo o que fez.

“Eu não removi nada”, disse o Sr. Hearn em uma entrevista no mês passado, acrescentando que havia tocado e sentido uma aba solta de selante, assim como vira alguns repórteres fazendo.

“Eu era apenas um cidadão curioso e preocupado”, disse ele. “Acho que estava no lugar errado, na hora errada.”

Nos últimos dias, autoridades da Casa Branca tentaram pintar o Sr. Hearn como um extremista. Em um comunicado na semana passada, Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca, descreveu-o como um “indivíduo desequilibrado que sofre de um caso grave de ‘Síndrome de Desequilíbrio por Trump’”.

Na quinta-feira, a Sra. Pirro descreveu o caso no contexto dos esforços do Sr. Trump para revitalizar Washington, cidade que, segundo ela, vivenciava “um renascimento como nunca antes visto, tanto em segurança quanto em beleza”.

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Publicado originalmente em surtoolimpico.com.br

#Canoagem Slalom#Estados Unidos#David Hearn#Donald Trump