Inaugurado oficialmente no dia 23 de maio de 2016, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na zona sul de São Paulo, completa 10 anos neste mês, consolidado como o principal espaço de excelência em paradesporto no país, na América Latina e como um dos quatro melhores do mundo.
Localizado no Parque Fontes do Ipiranga, o complexo reúne instalações esportivas indoor e outdoor voltadas a treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções em 20 modalidades paralímpicas: atletismo, basquete em cadeira de rodas, badminton, canoagem, ciclismo, paraesgrima, rúgbi e tênis em cadeira de rodas, bocha, natação, futebol de cegos, futebol PC, goalball, halterofilismo, judô, remo, tênis de mesa, taekwondo, triatlo e vôlei sentado.
O local dispõe de estruturas como pista de atletismo (aberta e indoor), centro aquático com piscinas de 25m e 50m, quadras adaptadas, salas de treinamento e espaços voltados à medicina e ciência do esporte. As instalações também contam com área hoteleira, com cerca de 300 leitos, além de refeitório, lavanderia e setores administrativos com salas e auditórios.
O CT abriga ainda a sede do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), onde atuam mais de 500 profissionais. A missão do espaço é contribuir para posicionar o Brasil entre as potências mundiais do esporte paralímpico, além de ampliar o acesso e a inclusão de pessoas com deficiência por meio do esporte.
Mudança na vida dos atletas
“O esporte paralímpico brasileiro tem hoje uma casa que pode chamar de sua. É um lugar onde o atleta se sente incluído e preparado, algo que muitos não tiveram no início da carreira”, afirmou o vice-presidente do CPB, Yohansson do Nascimento.
“Eu comecei treinando em pista de barro, pedindo espaço para usar estruturas que não eram adaptadas. Hoje, temos aqui instalações de nível internacional, iguais às encontradas em Jogos Paralímpicos. Isso muda completamente a preparação.”
A estrutura já trouxe bons resultados internacionais, como a quinta colocação no quadro geral de medalhas nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, a melhor campanha da história do movimento paralímpico brasileiro. A delegação conquistou 88 medalhas, sendo 25 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze.
“Não tenho dúvida de que o Centro de Treinamento impacta diretamente os resultados. O Brasil saiu de 37º lugar em Atlanta 1996 para a quinta posição agora. É uma evolução que passa também por esse investimento”, prosseguiu Yohansson.
A construção do centro foi oficializada em janeiro de 2013. O investimento total, em valores da época da conclusão das obras, foi de R$ 264,2 milhões, sendo R$ 149,6 milhões do governo federal, por meio do Plano Brasil Medalhas, e R$ 114,6 milhões do governo do Estado de São Paulo.
Crescimento e consolidação
Ao longo da última década, o local se tornou palco frequente de competições e treinamentos. Em 2017, o CT Paralímpico foi utilizado por 17 modalidades e contou com 172 eventos esportivos. Naquele ano, 12.902 atletas competiram, 4.083 atletas treinaram e 9.060 pessoas visitaram o local.
Já em 2019, o número de eventos praticamente dobrou, chegando a 413. Ao todo, o CT recebeu 24.485 atletas em competições, 13.643 em treinamentos e 21.702 visitantes. Foram servidas 159.603 refeições e 13.159 hóspedes foram recebidos no hotel.

