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Chepkrui e Almgren vencem a Maratona de Nova Iorque

Almgren ganhou na primeira vez que disputou uma maratona

Regys Silva 2 min
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Chepkrui e Almgren vencem a Maratona de Nova Iorque
Foto: REUTERS/Jeenah Moon

A queniana Sheila Chepkirui recuperou seu título na Maratona de Nova York, disputada no domingo (1º), completando a prova em duas horas, 24 minutos e 36 segundos neste domingo. Já o sueco Andreas Almgren (2:06:01) venceu a prova masculina em sua estreia na distância.

Chepkirui, a campeã de 2024, cruzou a linha de chegada sozinha. Dois anos antes, ela havia superado sua compatriota Hellen Obiri — que desta vez ficou em terceiro lugar, um segundo atrás da americana Jess McClain (2:24:42).

Almgren, campeão mundial de meia-maratona, terminou 13 segundos à frente do italiano Yemaneberhan Crippa, enquanto Kamohelo Mofolo (2:06:26), do Lesoto, completou o pódio em terceiro.

A então campeã Hellen Obiri e Chepkirui se distanciaram do pelotão de elite a cerca de quatro milhas (aproximadamente 6,4 km) do fim. Obiri manteve-se colada à sua adversária durante grande parte do trecho final, na esperança de repetir o feito do ano anterior, quando estabeleceu o recorde do percurso.

Obiri parecia ter garantido o segundo lugar no pódio, mas viu a medalha de prata escapar nos momentos finais: a americana Jess McClain surgiu de repente, ultrapassou-a em um sprint e cruzou a linha de chegada um segundo à frente.

"A última milha foi muito complicada, e precisei ter paciência, pois sabia que a Hellen estava muito forte", disse Chepkirui. "Tive que me esforçar ao máximo até a linha de chegada."

Almgren, estreante em maratonas, correu como um veterano, mantendo-se firme no pelotão de elite ao longo de um percurso conhecido por ser exigente e repleto de subidas.

Ele se distanciou do então campeão Benson Kipruto a uma milha do final e, após abrir uma vantagem confortável, acenou para o público, incentivando a torcida a vibrar ainda mais.

"Quando o Benson começou a aumentar o ritmo a 5 km do fim, pensei: 'Hoje minhas pernas estão boas'", contou Almgren, que completou os metros finais com tranquilidade. "Não dá para pedir uma estreia melhor... Estou quase chorando."

Havia muita expectativa em torno da chegada de Almgren a Nova York, e ele correspondeu a ela ao se tornar o primeiro homem europeu em três décadas a vencer a prova que percorre os cinco distritos da cidade; ele afirmou, inclusive, que pretende encarar os 42,2 quilômetros (26,2 milhas) novamente.

"É melhor do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado", disse ele.

A corrida começou sob condições ideais na manhã seguinte ao Halloween, enquanto foliões ainda sonolentos voltavam cambaleando para suas casas e os corredores seguiam em direção à linha de largada para a última grande maratona do ano.

Na categoria masculina em cadeira de rodas, o suíço Marcel Hug conquistou sua oitava vitória em Nova York após uma disputa emocionante na reta final contra o rival Daniel Romanchuk, cruzando a linha de chegada um segundo à frente do americano, com o tempo de 1:28:14.

A compatriota de Hug, Catherine Debrunner, não encontrou dificuldades na prova feminina, cruzando a linha de chegada em 1:40:02. Já Tatyana McFadden (1:48:28) ficou em segundo lugar, superando a também americana Susannah Scaroni (1:48:32).

Scaroni participou da prova, com largada em Staten Island, poucos meses após dar à luz em agosto; seu filho, Jonah, estava presente para uma foto comemorativa logo após ela cruzar a linha de chegada.

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#Maratona#Maratona de Nova Iorque#Quênia#Suécia