A capital federal terá o prazer de receber o que o mundo tem de melhor na atualidade no Skate Vertical. Nos dias 5 e 6 de setembro, no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, localizado na Asa Sul de Brasília, a modalidade será destaque em mais uma etapa do Pro Tour STU. Chance única, por exemplo, de ver de perto o jovem fenômeno Gui Khury, campeão mundial de VERT em Roma-2024 e colecionador de vários recordes e marcas que impressionam.
Parece até que a pista com os paredões de mais de 4m de altura foi feita sob medida para ele. Vejamos por quê. Em 2019, com apenas 10 anos e 7 meses de idade, ele se tornou o atleta mais jovem a participar dos X Games e emplacar seu nome pela primeira vez no Guinness World Records. No ano seguinte, aos 11 anos, uma nova marca, como primeiro skatista a realizar no Vertical o 1080° (3 voltas completas no ar). E, em 2021, outro feito, o de ser o medalhista de ouro mais jovem dos X Games.
E esse menino precoce, natural de Curitiba, hoje com 17 anos, nunca mais parou de voar. Há dois anos, como já relatado, conquistava o topo do mundo do Skate Vertical na capital italiana. Temporada em que também foi o primeiro skatista a realizar o Kickflip Body Varial 900° (2 voltas e meia completas no próprio eixo antes de aterrissar) em uma rampa vertical em competições oficiais. Mesma manobra com a qual garantiu, no mês passado, o ouro na etapa de Nova Orleans dos X Games.
Aliás, foi nada menos que a oitava medalha dourada seguida de Gui Khury no evento, chegando a um total de 20, sendo 13 ouros, 5 pratas e 2 bronzes. É o maior número de vitórias e de pódios conquistados por um adolescente na história da principal competição mundial de esportes radicais e de ação. É com este vasto e recheado currículo que ele chegará a Brasília para mostrar tudo o que sabe em busca de mais um título. Confira o que ele disse:
Impressiona cada vez mais sua intimidade com o Vertical. Você acaba de conquistar sua oitava medalha de ouro seguida nos X Games, num total de 20 na competição. Fale um pouco dessa sua fase, aos 17 anos.
“Tudo isso é resultado de muito trabalho, treino e dedicação, então fico muito feliz de ver as coisas acontecendo e de conseguir colher esses frutos. Ao mesmo tempo, sigo com a cabeça no lugar, treinando todos os dias e pensando no que posso melhorar. É uma fase muito especial e tento aproveitar muito tudo isso”.
Queria que buscasse na memória e lembrasse como tudo começou. Como essa brincadeira de criança se transformou numa profissão de alto nível?
“Foi tudo muito natural. Comecei muito cedo, sem imaginar onde isso poderia chegar. Com o tempo, fui percebendo que tinha talento e, principalmente, que aquilo era algo que eu realmente amava fazer. Acho que a chama acendeu de verdade na primeira vez que competi nos X Games. Ali eu percebi que queria levar aquilo para a minha vida e fazer do skate a minha profissão”.

