O judô brasileiro mostrou, mais uma vez, que está entre as maiores potências mundiais da modalidade. Ao longo do mês de agosto, os judocas do país estiveram presentes em quatro etapas internacionais, saindo com medalhas de todas elas, com destaque para as quatro no Grand Slam de Lausanne, nesse fim de semana, e para o título de campeão geral do Grand Prix de Lima. Na base, a Seleção ainda subiu três vezes ao pódio no Campeonato Mundial Cadete e, em cenário nacional, mais de 1000 atletas passaram por Campeonatos Brasileiros de três classes de idade diferentes.
Dos 31 dias de agosto, o judô brasileiro teve compromisso em 24 deles. Ao total, foram 28 medalhas conquistadas, sendo oito ouros, sete pratas e 13 bronzes.
E, mesmo nos intervalos do calendário competitivo, as atividades seguiram em movimento. O Treinamento Internacional de Pindamonhangaba reuniu atletas de seis países em preparação para os próximos desafios, enquanto o Spaten Fight Night 3, com as campeãs olímpicas Rafaela Silva e Beatriz Souza, levou a modalidade para além do circuito tradicional de competições.
Para Paulo Wanderley Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), os resultados mostram a evolução do judô brasileiro:
"Agosto foi um mês muito especial para o judô brasileiro, com conquistas importantes em diferentes etapas da nossa formação, desde a base ao alto rendimento. Os resultados mostram o reflexo de um trabalho que começa nos jovens talentos e se consolida no sênior, fruto da dedicação dos atletas, treinadores, federações, clubes e de toda a comunidade do judô. Mais do que medalhas, essas conquistas representam a evolução contínua do nosso judô e reforçam que estamos construindo um caminho sólido para o presente e para o futuro”, disse.
Relembre como foi o agosto do Brasil:
Grand Slam de Lausanne teve ouro de Daniel Cargnin e três bronzes da nova geração
No último fim de semana do mês, a Seleção Brasileira de Judô chegou ao inédito Grand Slam de Lausanne escalada com 19 atletas. Os destaques da delegação na etapa foram o ouro do medalhista olímpico Daniel Cargnin e os três bronzes conquistados por jovens atletas que mostraram que vieram para ficar.
No primeiro dia de competição, na última sexta-feira (28), quem deu o pontapé inicial foi Clarice Ribeiro (-48kg), de 18 anos, que conquistou sua primeira medalha da carreira no Circuito Mundial de Judô. Ao longo da campanha, ela venceu quatro das cinco lutas que fez, incluindo a chinesa Wenna Zhuang, número três do ranking mundial, e a portuguesa duas vezes atleta olímpica Catarina Costa.
Na sequência, Michel Augusto (-60kg), de 21 anos, trouxe a segunda medalha brasileira, com destaque para uma luta pelo bronze marcada por superação. Ele ficou pendurado nas punições ainda nos dois primeiros minutos de combate contra Ruslan Poltoratskii, de Bahrein, e no golden score achou um yuko para garantir seu segundo pódio internacional em 2026.
Depois, Rafaela Rodrigues (-52kg) travou uma batalha tensa contra a uzbeque Sugdiyona Rafkatova, conseguindo a vitória nas punições aos sete minutos de golden score. Antes, a atleta de 19 anos teve vitórias consistentes nas preliminares, com destaque para a virada sobre a japonesa Rin Takeuchi, que antes havia eliminado a cabeça-de-chave número um da categoria.
No sábado (29), Daniel Cargnin levou o hino brasileiro à Lausanne, chegando à final do peso leve masculino (-73kg) e conquistando a medalha de ouro. O atual vice-campeão mundial passou por cinco lutas e, na final, venceu de virada o russo Danil Lavrentev, assumindo o segundo lugar do ranking mundial da Federação Internacional de Judô na atualização desta segunda-feira (31).

