A classificação das duas equipes para o Mundial foi assegurada em junho, durante o Campeonato Pan-Americano disputado no Rio de Janeiro. No feminino, o Brasil conquistou a medalha de prata, com 157,796 pontos. Já a equipe masculina terminou na quarta colocação, com 234,927 pontos, resultado suficiente para garantir a vaga na competição.
“A classificação das equipes feminina e masculina para o Mundial mostra a força da ginástica artística brasileira e o trabalho que vem sendo feito nos clubes. Em Roterdã, além da disputa por medalhas, o Brasil tem um objetivo importante: buscar a vaga olímpica por equipes para Los Angeles 2028. A presença de atletas experientes, como Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, também é fundamental para inspirar e fortalecer a nova geração,” afirma Arthur Zanetti, medalhista olímpico e embaixador da Recoma, empresa fornecedora de equipamentos de ginástica certificados pela World Gymnastics.
Para Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a ginástica artística brasileira atravessa uma fase de destaque internacional, impulsionada pelo investimento na preparação de novos talentos.
“O Brasil vive um momento especial na ginástica artística, fruto de um trabalho consistente de formação de atletas desenvolvido ao longo dos anos. Esse cenário reforça a importância dos clubes, que oferecem estrutura, profissionais qualificados e oportunidades para que os ginastas desenvolvam seu potencial, alcancem o alto rendimento e representem o país em grandes competições.”
Em 2026, 137 ginastas vinculados a oito clubes foram contemplados pelo Programa de Formação de Atletas do CBC. A entidade também apoia a realização de oito Campeonatos Brasileiros Interclubes (CBI) da modalidade, contribuindo para ampliar as oportunidades de participação e desenvolvimento dos atletas.
No Mundial, além da disputa por medalhas, o Brasil terá como objetivo garantir a classificação olímpica por equipes. As três melhores seleções de cada categoria asseguram vaga direta para Los Angeles 2028.