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Com retorno de Rebeca Andrade, a ginástica artística brasileira chega ao Mundial com duas seleções classificadas

Brasil terá 12 representantes após garantir vagas para as equipes feminina e masculina no Pan-Americano da modalidade

Redação Surto Olímpico 2 min
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Com retorno de Rebeca Andrade, a ginástica artística brasileira chega ao Mundial com duas seleções classificadas
Foto: Miriam Jeske/COB

Neste sábado (17), começa o Campeonato Mundial de Ginástica Artística em Roterdã, na Holanda, com a participação de 12 atletas brasileiros. A competição, que acontece até 25 de outubro, reunirá as equipes feminina e masculina do Brasil e será a primeira oportunidade de classificação por equipes para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A Seleção Brasileira feminina contará com o retorno de Rebeca Andrade, atleta brasileira com mais medalhas olímpicas da história, que ficou de fora das competições até julho deste ano. Além dela, as medalhistas olímpicas Flávia Saraiva e Lorraine Oliveira também competem na Holanda.

No masculino, Arthur Nory, campeão mundial da barra fixa em 2019, e Diogo Soares, finalista olímpico, estão entre os principais destaques da delegação. A equipe masculina, porém, terá o desfalque de Caio Souza, que sofreu uma lesão no tendão do bíceps braquial direito durante a etapa de Szombathely, na Hungria, e passou por cirurgia.

A classificação das duas equipes para o Mundial foi assegurada em junho, durante o Campeonato Pan-Americano disputado no Rio de Janeiro. No feminino, o Brasil conquistou a medalha de prata, com 157,796 pontos. Já a equipe masculina terminou na quarta colocação, com 234,927 pontos, resultado suficiente para garantir a vaga na competição.

“A classificação das equipes feminina e masculina para o Mundial mostra a força da ginástica artística brasileira e o trabalho que vem sendo feito nos clubes. Em Roterdã, além da disputa por medalhas, o Brasil tem um objetivo importante: buscar a vaga olímpica por equipes para Los Angeles 2028. A presença de atletas experientes, como Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, também é fundamental para inspirar e fortalecer a nova geração,” afirma Arthur Zanetti, medalhista olímpico e embaixador da Recoma, empresa fornecedora de equipamentos de ginástica certificados pela World Gymnastics.

Para Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a ginástica artística brasileira atravessa uma fase de destaque internacional, impulsionada pelo investimento na preparação de novos talentos.

“O Brasil vive um momento especial na ginástica artística, fruto de um trabalho consistente de formação de atletas desenvolvido ao longo dos anos. Esse cenário reforça a importância dos clubes, que oferecem estrutura, profissionais qualificados e oportunidades para que os ginastas desenvolvam seu potencial, alcancem o alto rendimento e representem o país em grandes competições.”

Em 2026, 137 ginastas vinculados a oito clubes foram contemplados pelo Programa de Formação de Atletas do CBC. A entidade também apoia a realização de oito Campeonatos Brasileiros Interclubes (CBI) da modalidade, contribuindo para ampliar as oportunidades de participação e desenvolvimento dos atletas.

No Mundial, além da disputa por medalhas, o Brasil terá como objetivo garantir a classificação olímpica por equipes. As três melhores seleções de cada categoria asseguram vaga direta para Los Angeles 2028.

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#Mundial de Ginástica Artística#Brasil