Coloque um headset de realidade virtual, prenda sensores de movimento ao corpo e comece a desferir chutes contra um oponente — sem jamais tocá-lo fisicamente.
Pode parecer um videogame, mas o taekwondo virtual fará sua estreia na edição de Aichi-Nagoia dos Jogos Asiáticos, com o atleta de Singapura Darren Yap entre os competidores que buscam uma medalha.
O atleta de 22 anos participará da competição mista como parte dos Jogos Asiáticos de 2026, no Japão, que ocorrem de 19 de setembro a 4 de outubro.
Apesar das semelhanças óbvias com os videogames, o taekwondo virtual não é classificado como e-sport nos Jogos.
E para Yap, que pratica taekwondo convencional desde os quatro anos, dominar a versão virtual significou aprender uma forma diferente de lutar.
"Você não está lutando contra um ser humano real. Na verdade, você está lutando como um avatar", disse ele à CNA.
"Mas a principal diferença é que calcular a distância durante a luta representa uma mudança enorme; além disso, há a questão de se acostumar com o sistema e com o equipamento."
Então, como ocorre uma luta de taekwondo sem que nenhum dos competidores realmente atinja o outro?
Desenvolvido em parceria pela World Taekwondo e pela empresa de tecnologia Refract Technologies, sediada em Singapura, o taekwondo virtual combina os movimentos físicos e as técnicas da modalidade com realidade virtual e tecnologia de rastreamento de movimento.
Os atletas utilizam headsets de realidade virtual e dispositivos de rastreamento de movimento — ou sensores — fixados na coluna, nas coxas e nas canelas.

