A performance de Raygun nos Jogos de Paris pode ter gerado uma infinidade de memes, mas competidores de breaking dos Jogos Asiáticos defenderam a arte da australiana, ao mesmo tempo em que torcem pelo retorno do esporte ao palco olímpico.
Rachael Gunn tornou-se um dos assuntos mais comentados em Paris ao perder todas as suas três batalhas sem receber um único voto dos juízes. Seus movimentos — incluindo um salto imitando um canguru — provocaram deboche em todo o mundo.
A polêmica voltou aos holofotes com o documentário da Netflix "Untold: Raygun", que narrou a preparação de Gunn para as Olimpíadas e a repercussão negativa que se seguiu.
O competidor taiwanês Wu Ding-jie, conhecido como "Jasper", afirmou que a habilidade técnica de Gunn pode ter deixado a desejar em comparação com suas rivais em Paris, mas não a sua individualidade.
"Para as pessoas da nossa comunidade, o que ela fazia não seria visto como algo ruim. Acho que o que ela fazia era muito inovador", disse o jovem de 19 anos à Reuters, durante a competição de breaking em Nagoya.
"Quando se trata de arte, cada um tem sua própria visão. Então, algumas pessoas vão achar bom, e outras vão achar ruim.
"Mas acho que, enquanto Raygun souber que o que ela faz é único e original, ela continuará criando e explorando dentro do seu breaking."
O breaking não fará parte do programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 — uma decisão tomada muito antes de Paris —, mas o esporte pleiteia um retorno em Brisbane 2032.

